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Alliança Saúde pede aval da Justiça para plano que troca dívida por ações e perdoa até 70%; R$ 1,1 bi em jogo

Alliança Saúde pede aval da Justiça para plano que troca dívida por ações e perdoa até 70%; R$ 1,1 bi em jogo

A Alliança Saúde informou nesta quarta-feira (5) que protocolou na Justiça o pedido de homologação do seu plano de recuperação extrajudicial, com o objetivo de renegociar cerca de R$ 1,1 bilhão em dívidas. O requerimento foi apresentado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e integra o processo de reestruturação financeira iniciado após a mudança no controle da companhia. Embora extrajudicial, a recuperação precisa de homologação judicial para que o acordo com os credores tenha validade jurídica, conforme prevê a Lei de Recuperação Judicial e Falências. Segundo a empresa, o plano já tem a adesão de mais de 83 credores — entre instituições financeiras, fornecedores, prestadores de serviços e proprietários de imóveis e equipamentos — que, juntos, representam cerca de 54% dos débitos incluídos na recuperação, percentual suficiente para atender ao quórum legal de homologação. As negociações com demais credores continuam, e a Alliança espera obter novas adesões antes e depois da decisão judicial. O plano oferece diferentes alternativas de pagamento. A principal opção prevê a conversão de dívidas em ações da companhia, permitindo que o credor se torne acionista; mais de 92% do valor das dívidas dos credores que já aderiram será convertido em participação acionária. Outra alternativa estabelece o pagamento de 30% da dívida em 11 parcelas anuais, após carência de um ano, com perdão dos 70% restantes. Há ainda uma terceira via para credores com valores menores, com quitação de até R$ 15 mil em parcela única, em até 180 dias após a homologação. O documento também define condições específicas para fornecedores considerados estratégicos e para proprietários de imóveis alugados, com formas de pagamento diferenciadas para preservar as relações comerciais. De acordo com a companhia, a conversão de parte das dívidas em ações e o alongamento de prazos devem reduzir o endividamento e melhorar a situação financeira, além de permitir a captação de novos recursos para reforçar o caixa, cumprir as obrigações do plano e reorganizar a estrutura de capital. A Alliança ressalta que a recuperação extrajudicial tem escopo exclusivamente financeiro e não altera suas obrigações com pacientes, colaboradores, operadoras de planos de saúde, seguradoras e cooperativas médicas. O pedido de homologação foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e ainda será submetido à ratificação dos acionistas em assembleia geral extraordinária. No setor, a Oncoclínicas também ingressou, no mês passado, com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras, buscando um ambiente jurídico para ajustar prazos e condições sem interromper operações, após meses de dificuldades em um cenário de juros elevados. No início deste ano, a empresa encerrou negociações com a Porto Seguro e o Fleury para criação de uma nova companhia de oncologia voltada à redução de seu endividamento. Reportagem em atualização.

Fonte: G1

Fonte: G1

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