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Após colapso de US$ 300 bi, fundador da Evergrande admite fraude e suborno; veredito a caminho

Após colapso de US$ 300 bi, fundador da Evergrande admite fraude e suborno; veredito a caminho

O fundador e ex-presidente da incorporadora chinesa Evergrande, Xu Jiayin, declarou-se culpado das acusações de fraude e suborno, segundo informou nesta terça-feira (14) o Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen, na província de Guangdong, no sul da China. De acordo com o comunicado, ele reconheceu os crimes e expressou arrependimento durante a audiência, realizada entre segunda (13) e terça (14). Detido pela polícia em 2023, Xu foi alvo de medidas restritivas à época, quando a companhia informou que havia suspeitas de práticas criminosas.

Entre as imputações listadas pela Justiça estão apropriação indevida de recursos, captação fraudulenta, concessão irregular de empréstimos, uso indevido de verbas, emissão fraudulenta de valores mobiliários, divulgação irregular de informações e corrupção. O veredicto será anunciado posteriormente.

A Evergrande, que já foi a maior incorporadora da China após décadas de rápida urbanização e melhoria das condições de vida, entrou em colapso em 2021 ao enfrentar dificuldades para administrar sua elevada dívida. A empresa acumulou cerca de US$ 300 bilhões em passivos, tornando-se um dos principais símbolos da crise do mercado imobiliário chinês. Em seu auge, figurou na lista Global 500 da revista Fortune por receita.

Fundada em 1996, a companhia expandiu-se rapidamente, com projetos em aproximadamente 280 cidades, e diversificou operações para áreas como veículos elétricos, mídia, entretenimento e futebol, por meio do Guangzhou Evergrande. Sem apresentar um plano viável de reestruturação, teve suas ações retiradas da Bolsa de Hong Kong e ingressou em processo de liquidação.

A crise no setor imobiliário, responsável por uma parcela próxima a um terço da economia chinesa, afetou renda, emprego e a formação de patrimônio das famílias. Com quedas de até 30% nos preços dos imóveis, muitos chineses viram parte substancial de suas economias se desvalorizar, pressionando o consumo e o crescimento. Os efeitos se espalharam para outras incorporadoras, elevando o risco de novas falências e cortes de postos de trabalho. Apesar das medidas de estímulo adotadas pelo governo, analistas avaliam que a recuperação tende a ser gradual e que o país ainda enfrentará anos de ajustes para reduzir a dependência do segmento imobiliário. Com informações da France Presse.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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