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Às vésperas do IPO, maior foguete da SpaceX faz voo decisivo com estreia da Starship V3

Às vésperas do IPO, maior foguete da SpaceX faz voo decisivo com estreia da Starship V3

A SpaceX se prepara para realizar nesta semana o 12º teste não tripulado da Starship, marcando a estreia da versão V3 do foguete de nova geração. Considerada peça central para os planos de Elon Musk de ampliar a exploração espacial e para a esperada abertura de capital da companhia, a missão será acompanhada de perto por investidores. A avaliação de mercado estimada em US$ 1,75 trilhão para o IPO é amparada por objetivos como reduzir custos de lançamento, expandir a rede de satélites Starlink e viabilizar projetos como centros de dados em órbita e missões tripuladas a outros planetas. “Para um IPO que depende tanto de narrativa e simbolismo, acreditamos que este voo é o catalisador pré-IPO mais importante que resta no calendário da SpaceX”, afirmou Franco Granda, analista sênior da PitchBook. A decolagem poderá ocorrer já na quinta-feira, a partir da base Starbase, no Texas, às margens do Golfo do México. Além de estrear a Starship V3, o teste inaugura uma nova plataforma de lançamento, construída para suportar um foguete mais potente. A Starship é formada por duas partes principais: a nave superior, projetada para transportar astronautas e cargas, e o propulsor Super Heavy, responsável pelo impulso inicial. Entre as mudanças, o Super Heavy teve seus 33 motores Raptor redesenhados para gerar mais força com uma estrutura mais leve. A nave superior recebeu aprimoramentos para missões de longa duração, incluindo sistemas de acoplamento entre espaçonaves, reabastecimento em órbita e maior capacidade de manobra. A SpaceX informou que não tentará pousar nem recuperar os estágios nesta missão, mas realizará manobras controladas de retorno antes das quedas no mar. O Super Heavy deverá amerissar no Golfo do México cerca de sete minutos após a decolagem, enquanto a Starship deve encerrar o voo aproximadamente uma hora depois, com queda prevista no Oceano Índico. Antes da reentrada, a nave liberará 20 simuladores de satélites Starlink e dois satélites reais adaptados para inspecionar o escudo térmico e transmitir dados aos operadores em solo. Em voo anterior, a Starship registrou imagens da Terra antes de cair no Oceano Índico. A cultura de engenharia da SpaceX privilegia testes frequentes, mesmo com risco de falhas, para acelerar o aperfeiçoamento dos veículos. Um desempenho bem-sucedido pode reforçar a percepção de que o maior e mais potente foguete já construído se aproxima da operação comercial. Musk afirmou há um ano esperar enviar a primeira missão não tripulada da Starship a Marte no fim de 2026. O foguete também integra um contrato superior a US$ 3 bilhões com a NASA no Programa Artemis, que pretende levar astronautas de volta à superfície lunar ainda nesta década. Esses planos colocam a Starship no centro de uma disputa estratégica com a China, que projeta um pouso tripulado na Lua em 2030.

Fonte: G1

Fonte: G1

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