Até R$ 250 mil por CPF: FGC abre pedidos de ressarcimento de CDBs do Banco Master; veja como solicitar e prazos
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) passou a receber os pedidos de ressarcimento de credores e investidores que compraram Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master, em liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central em novembro do ano passado.
Os saldos de correntistas e investidores têm cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. A proteção varia conforme o tipo de aplicação, e o FGC atua apenas em casos de intervenção ou liquidação de instituições financeiras. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, respeitando o teto de R$ 250 mil.
O processo foi iniciado após o liquidante enviar ao FGC a lista completa de credores. Com a consolidação dessas informações, o FGC liberou neste sábado (17) a solicitação pelo aplicativo para cadastramento de conta bancária, validação de biometria e envio de documentos. Após a assinatura do termo de solicitação, a liberação dos recursos costuma ocorrer em até 48 horas úteis, desde que os dados estejam corretos. Ainda assim, em operações recentes, o intervalo entre a decretação da liquidação e o pagamento variou de 14 a 40 dias.
Para solicitar: pessoas físicas devem pedir a garantia pelo aplicativo do FGC, disponível no Google Play e na Apple Store. Pessoas jurídicas devem ter o pedido feito pelo representante legal no Portal do Investidor; após o preenchimento das informações, o FGC envia por e-mail o passo a passo. O pagamento é efetuado por transferência para conta-corrente ou poupança de mesmo CNPJ, em nome da empresa. Nos casos que envolvem inventariantes ou espólio, o FGC trata diretamente com os beneficiários, sem possibilidade de solicitação via aplicativo. Dúvidas podem ser encaminhadas ao e-mail [email protected].
Contexto: o Banco Master já enfrentava risco de falência devido ao alto custo de captação e a investimentos considerados arriscados. Entre os casos mais conhecidos, a instituição emitiu CDBs que pagavam até 40% acima da taxa média do mercado. O presidente do banco, Daniel Vorcaro, foi preso em operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras. Na semana passada, a PF deflagrou a segunda fase da operação, com buscas em endereços ligados a Vorcaro e a familiares (pai, irmã e cunhado). O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos, também estiveram entre os alvos. O Master era conhecido ainda pela compra de precatórios e por investir em empresas em dificuldade. Para evitar a quebra, houve tentativas de venda do banco — inclusive uma proposta do BRB —, mas todas foram canceladas, em meio a questionamentos, pressões políticas e falta de transparência. A EFB Regimes Especiais de Empresas foi designada para conduzir a administração especial. Com a liquidação, qualquer negociação de compra em andamento é automaticamente interrompida.
Fonte: G1 Globo
Fonte: G1 Globo