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Corte da Selic, Fed cauteloso e acordo EUA-Irã impulsionam dólar a R$ 5,14 na abertura

Corte da Selic, Fed cauteloso e acordo EUA-Irã impulsionam dólar a R$ 5,14 na abertura

O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (18) em alta de 0,65% por volta das 9h, cotado a R$ 5,1406. O Ibovespa, principal índice da B3, inicia as negociações às 10h.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando a básica para 14,25% ao ano, em linha com as expectativas do mercado. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75%, diante de sinais de inflação ainda elevada.

O novo acordo de paz entre Estados Unidos e Irã também permanece no radar. O tratado, assinado na quarta-feira (17) pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian, já está em vigor e prevê garantias de que Teerã não terá armas nucleares, a suspensão de sanções norte-americanas e uma compensação financeira ao governo iraniano, entre outros pontos. Detalhes adicionais devem ser apresentados após cerimônia presencial na sexta-feira. Trump afirmou que o fim das sanções não será imediato, que o tema seguirá em discussão entre os dois países e que pode voltar a atacar o Irã caso não fique satisfeito. Na cúpula do G7, líderes de Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão ressaltaram a necessidade de negociações para abordar as ameaças atribuídas ao Irã e garantir que o país jamais obtenha uma arma nuclear.

Segundo analistas da XP Investimentos, o cenário de inflação se deteriorou desde a última reunião do Copom, em meio a choques globais de oferta, aquecimento da atividade doméstica e interrupção do ciclo de valorização do real.

A decisão do Fed foi a primeira sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Trump para a presidência do banco central americano. Para Vinicius Flores, analista de investimentos e sócio da Stratton Capital, um dos pontos mais relevantes foi a opção de Warsh de não divulgar sua estimativa para os juros no chamado 'dot plot', em linha com críticas anteriores ao instrumento. O comunicado do Fed foi visto como mais cauteloso em relação à inflação do que favorável à flexibilização, mantendo em aberto a possibilidade de novas altas nas próximas reuniões. Essa leitura ajudou a fortalecer o dólar, pressionar os títulos públicos dos EUA e derrubar as bolsas. “A economia dos Estados Unidos continua sólida e em expansão, o que reforça uma visão mais favorável a juros mais altos do que à manutenção ou queda das taxas”, disse.

Nos mercados, Wall Street fechou em baixa: Dow Jones (-0,96%), S&P 500 (-1,19%) e Nasdaq Composite (-1,32%). Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,5%, com DAX (+0,10%), CAC 40 (-0,20%) e FTSE 100 (+0,14%). Na Ásia, as bolsas encerraram majoritariamente em alta, impulsionadas por tecnologia: CSI300 (+0,97%), SSEC (+0,74%) e Hang Seng (-0,74%). No Japão, o Nikkei avançou 0,7%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, ganhou 1,58%.

Com informações da Reuters. Foto: Amanda Perobelli/Reuters.

Fonte: G1

Fonte: G1

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