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Do recorde aos 180 mil: rali do Ibovespa acabou ou é pausa rumo aos 200 mil em meio à tensão no Oriente Médio?

Do recorde aos 180 mil: rali do Ibovespa acabou ou é pausa rumo aos 200 mil em meio à tensão no Oriente Médio?

A volta do capital estrangeiro à B3 deu fôlego à bolsa brasileira no início de 2026. Nos dois primeiros meses do ano, o saldo de recursos vindos do exterior somou R$ 42,56 bilhões, terceiro maior volume para o período na última década, segundo a consultoria Elos Ayta. Esse fluxo ajudou o Ibovespa a atingir um recorde histórico, superando pela primeira vez os 190 mil pontos. Com a escalada da guerra no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no último sábado, o humor dos investidores piorou. Desde o início do conflito, o índice acumula queda de 4,41% e voltou à faixa dos 180 mil pontos. Em momentos de tensão internacional, o movimento conhecido como flight to quality ganha força: parte dos investidores deixa as bolsas e migra para ativos considerados mais seguros, como dólar e ouro. Para especialistas ouvidos pelo g1, ainda há espaço para a continuidade da entrada de recursos estrangeiros em 2026, mas a intensidade dependerá do quadro global. O fluxo recente explica a valorização das ações brasileiras. Em janeiro, a B3 registrou entrada de R$ 26,4 bilhões, maior valor desde fevereiro de 2022. Em fevereiro, foram mais R$ 16,9 bilhões, elevando o total do ano a R$ 42,56 bilhões, acima dos R$ 26,87 bilhões vistos no mesmo período de 2025. Apesar da desaceleração em fevereiro, trata-se do terceiro maior início de ano na década; o recorde permanece em 2022, quando o investimento estrangeiro somou R$ 119,7 bilhões. O rali levou o Ibovespa a bater recorde oito vezes em janeiro e cinco em fevereiro, somando 13 máximas em 2026, ante 32 ao longo de todo o ano passado. Apesar da ampliação do conflito no Oriente Médio, analistas avaliam que a bolsa brasileira pode seguir atraindo capital externo em 2026, ainda que com oscilações. Para Flávio Conde, da Levante Inside Corp, fatores estruturais seguem favoráveis ao Brasil: expectativa de queda dos juros, ações baratas em dólar e maior percepção de risco nas bolsas dos Estados Unidos, negociadas a múltiplos elevados após a valorização de grandes empresas de tecnologia. Na visão dele, eventuais correções podem abrir oportunidades de compra, e o Ibovespa tem potencial para buscar a marca de 200 mil pontos no médio prazo. Já Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital, ressalta que o curto prazo pode ser mais desafiador caso a busca global por segurança se intensifique. Em cenários de conflito, bolsas mundo afora tendem a sofrer, o petróleo costuma subir e ativos de proteção ganham valor. Nessa dinâmica, o Ibovespa pode perder fôlego temporariamente, com saída de recursos de ações e de mercados emergentes rumo a aplicações vistas como mais seguras, como dólar e ouro. Veja os vídeos que estão em alta no g1.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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