Dólar abre a semana em alerta: Focus eleva inflação de 2026 pela 12ª vez seguida e mercado observa possível acordo EUA-Irã
O dólar inicia a segunda-feira (1º) com os investidores de olho nas novas projeções para a economia brasileira e nos indicadores da indústria dos Estados Unidos. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores do Brasil, abre às 10h. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair.
Pela manhã, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, relatório semanal que compila as previsões de economistas para inflação, juros, câmbio e crescimento do PIB. Nesta edição, o mercado elevou a projeção de inflação para 2026 a 5,09%, marcando a 12ª alta consecutiva.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) publica o Índice de Confiança Empresarial (ICE), que mede a percepção dos empresários sobre a situação atual e as expectativas para os próximos meses. Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, concedeu entrevista à rádio CBN e comentou a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas (leia mais abaixo).
No exterior, os investidores acompanham os índices PMI industrial e ISM manufatureiro dos EUA, indicadores que ajudam a sinalizar o ritmo da atividade econômica americana. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Segundo agências internacionais, Estados Unidos e Irã parecem próximos de um acordo para estender um cessar-fogo por 60 dias e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. O tratado final ainda dependeria do aval do presidente americano, Donald Trump. Mais cedo, em publicação no TruthSocial, Trump afirmou que se prepara para tomar uma "decisão final" sobre um possível acordo com o Irã. Na mesma mensagem, ele explicou suas condições imprescindíveis para cessar definitivamente as hostilidades contra o país do Oriente Médio.
Do lado iraniano, uma agência semioficial classificou os comentários de Trump como "uma mistura de verdade e falsidade". Fontes ouvidas indicaram que um memorando de entendimento entre Teerã e Washington estava nos estágios finais de avaliação, sem decisão final tomada. A agência Fars noticiou que o Irã não concordou em destruir material nuclear e negou que o acordo inclua a reabertura do Estreito de Ormuz sem pedágio.
Apesar do vai e vem de informações, a percepção de avanço em direção a um entendimento foi bem recebida pelos mercados e já se refletiu nos preços do petróleo.
O conflito teve início no fim de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e rapidamente se espalhou pelo Oriente Médio, elevando a tensão global e afetando o mercado de energia. Um dos principais focos é o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde escoa parcela relevante do petróleo mundial. O Irã restringiu o tráfego na área, enquanto os Estados Unidos responderam com bloqueio naval aos portos iranianos. Mesmo com novos confrontos, o governo iraniano disse considerar improvável uma retomada total da guerra, argumentando que os adversários demonstram "fraqueza".
Em Wall Street, os índices operavam em alta enquanto os investidores aguardavam uma resolução para o impasse entre EUA e Irã. Perto das 16h10, o Dow Jones subia 0,60%, o S&P 500 avançava 0,16% e o Nasdaq Composite ganhava 0,10%.
Na Europa, as bolsas encerraram a última sessão de maio sem direção única. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,1%, para 626 pontos, garantindo resultado semanal positivo. Entre os principais mercados, o DAX (Alemanha) subiu 0,05%, enquanto o FTSE 100 (Reino Unido) recuou 0,16% e o CAC-40 (França) caiu 0,07%.
Na Ásia, o desempenho foi misto. Em Xangai, o SSEC caiu 0,73%, aos 4.068 pontos, e o CSI300 recuou 0,45%, para 4.892 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,70%, aos 25.182 pontos. Em Tóquio, o Nikkei disparou 2,53%, encerrando o pregão aos 66.329 pontos.
Dólar — Foto: Freepik
Fonte: G1
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