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Dólar abre com foco em dados dos EUA e operação da PF envolvendo o Master

Dólar abre com foco em dados dos EUA e operação da PF envolvendo o Master

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (14) de olho no cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.

Os mercados iniciaram o dia entre a agenda americana e acontecimentos no Brasil. Enquanto dados e sinais do Fed pautam as atenções no exterior, por aqui, uma nova fase de operação da Polícia Federal movimenta o noticiário.

▶️ Por aqui, a Polícia Federal deflagrou hoje a segunda fase de uma operação que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Há buscas em endereços ligados ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e a familiares dele.

▶️ Além de Vorcaro e parentes, a operação também tem como alvos o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, segundo informações divulgadas pela PF.

▶️ Nos EUA, saem hoje as vendas no varejo e o índice de preços ao produtor (PPI), acompanhados de perto pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Economistas consultados pela Reuters projetam alta de 2,70% para o PPI em 12 meses.

▶️ Mais tarde, o Fed divulga o Livro Bege, com avaliações dos 12 distritos sobre a atividade econômica. O mercado também monitora possível decisão da Suprema Corte sobre as tarifas globais impostas por Donald Trump.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na véspera que vai impor uma tarifa de 25% a países que fizerem negócios com o Irã. Segundo o republicano, a medida passa a valer imediatamente.

O Brasil pode ser impactado pela decisão devido à relação comercial com o Irã. Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do país, principalmente ureia, pistache e uvas secas. Já as exportações somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar.

Em sua publicação, Trump não especificou se a medida afetaria países que já negociam com o Irã ou apenas futuras transações.

O governo Trump também intensificou a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ao mencionar a possibilidade de indiciar criminalmente o presidente da instituição.

As movimentações elevaram as preocupações do mercado quanto à independência do banco central. Nesta terça-feira, dirigentes de alguns dos principais bancos centrais do mundo divulgaram uma nota conjunta em apoio ao presidente do Fed.

O grupo reiterou que a independência dos bancos centrais é um elemento fundamental para garantir a estabilidade econômica, financeira e de preços em benefício da população, destacando que Powell "tem exercido sua função com integridade, foco em seu mandato e compromisso inabalável com o interesse público."

"Para nós, ele é um colega respeitado e amplamente reconhecido por todos que trabalharam com ele", afirma o comunicado.

Os preços ao consumidor nos EUA voltaram a subir em dezembro, após efeitos pontuais que haviam reduzido artificialmente a inflação no mês anterior.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho, ligado ao Departamento do Trabalho dos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,3% no mês passado. Em 12 meses até dezembro, a alta foi de 2,7%, repetindo a variação registrada em novembro.

O resultado confirmou a expectativa de economistas consultados pela Reuters, que já projetavam um aumento mensal de 0,3%.

Entre setembro e novembro, o próprio Escritório de Estatísticas estimou uma variação de 0,2%. Parte da distorção observada nos dados de novembro está relacionada à paralisação de 43 dias do governo federal, que impediu a coleta regular de preços em outubro.

Ao excluir os preços mais voláteis de alimentos e energia, o índice — conhecido como núcleo da inflação — registrou alta de 0,2% em dezembro. Na comparação anual, o núcleo do CPI avançou 2,6%, mesma taxa observada em novembro.

As vendas de casas unifamiliares novas nos EUA recuaram levemente em outubro, depois de dois meses seguidos de alta.

De acordo com o Departamento de Comércio dos EUA, as vendas de casas novas caíram 0,1% em outubro, para uma taxa anualizada e ajustada sazonalmente de 737 mil unidades.

Esse tipo de taxa projeta, para um ano inteiro, o ritmo de vendas observado no mês, descontando efeitos sazonais. Em setembro, as vendas haviam alcançado 738 mil unidades, após 711 mil em agosto. A divulgação dos dados ocorreu com atraso devido à paralisação do governo federal, que durou 43 dias.

Na comparação com outubro do ano anterior, as vendas de casas novas cresceram 18,7%. Esse avanço ocorre em um contexto de queda das taxas de juros dos financiamentos imobiliários em 2025.

Nos EUA, os principais índices de Wall Street inverteram o sinal positivo visto pela manhã e passaram a operar em baixa, após o banco JP Morgan alertar que o teto para taxas de cartão de crédito prejudicam o setor financeiro.

Perto das 15h, o Dow Jones Industrial Average tinha queda de 0,71%, para 49.238,10 pontos. O S&P 500 caía 0,23%, a 6.960,81 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuava 0,16%, para 23.696,83 pontos.

Do outro lado do Atlântico, as bolsas europeias fecharam mistas nesta terça-feira, conforme investidores avaliavam uma série de resultados corporativos e novos dados de inflação. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,1%, recuando da máxima histórica atingida no início da sessão.

Entre os demais índices, o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,03%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,14% e o DAX, da Alemanha, subiu 0,06%.

Na Ásia, as ações de Hong Kong atingiram a máxima em dois meses nesta terça-feira, com alta de 0,9% no índice Hang Seng. Na China, no entanto, as bolsas fecharam em queda.

O sentimento foi moderado pela expectativa de que o ritmo recorde de exportações da China, impulsionado pela diversificação dos destinos de embarque, tenha desacelerado no último mês de 2025, e a perspectiva para o próximo ano depende da capacidade dos fabricantes de se expandirem ainda mais para novos mercados.

Dólar opera em baixa — Foto: Freepik

Fonte: G1 Globo

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