Dólar abre em alta com Copom cauteloso e retomada no Estreito de Ormuz; entenda o movimento dos mercados
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (24) em alta de 0,14% por volta das 9h, cotado a R$ 5,1937. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
No radar dos investidores estão os juros no Brasil e nos Estados Unidos. Na véspera, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) apontou piora do cenário para a inflação e indicou a possibilidade de manutenção da Selic no próximo encontro, em agosto. Nos EUA, a perspectiva de juros mais altos segue pesando sobre os mercados.
No Oriente Médio, o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz voltou a ganhar tração. Na terça-feira, o canal registrou o tráfego mais intenso desde o início do conflito, elevando a expectativa de normalização no mercado internacional de petróleo.
No mercado acionário global, as bolsas tiveram um dia negativo, lideradas por quedas em tecnologia. Investidores avaliam o volume expressivo de investimentos em semicondutores e inteligência artificial e questionam a capacidade de essas empresas sustentarem retornos que justifiquem as atuais cotações.
As negociações entre Estados Unidos e Irã seguiram no radar. Segundo Teerã, as conversas técnicas com Washington foram concluídas, e o país iniciou a formação de grupos de trabalho para tratar de sanções e do programa nuclear. O Irã também informou que criará, junto com Omã, uma equipe para acordar a "gestão futura da navegação" no Estreito de Ormuz e estudar os "custos" dos serviços de cobrança para travessias.
Ainda na véspera, pelo menos 35 embarcações com carga atravessaram o Estreito de Ormuz, o maior volume desde o início da guerra. Mesmo assim, o tráfego equivale a cerca de um terço do registrado em períodos de paz, quando aproximadamente 120 navios cruzavam diariamente a passagem estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos e outros produtos.
Também na terça-feira, o presidente Donald Trump concedeu uma licença de 60 dias para que o Irã volte a vender petróleo no mercado internacional, medida que pode influenciar as cotações do petróleo.
A guerra no Oriente Médio provocou impactos relevantes na economia global: a interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou os preços da commodity, pressionou os combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países. Consumidores enfrentaram preços mais altos, mercados financeiros registraram perdas e o dólar se fortaleceu com a maior aversão ao risco. Com o fim do conflito, economistas acompanham quando a atividade e os mercados darão sinais de normalização.
Desempenho dos mercados: em Nova York, os principais índices encerraram a terça-feira em queda, acompanhando as vendas em tecnologia e as incertezas sobre os juros. O Dow Jones caiu 0,09%, o S&P 500 recuou 1,45% e o Nasdaq Composite perdeu 2,21%.
Na Europa, os principais índices fecharam no vermelho: o STOXX 600 recuou 0,73% e o DAX, da Alemanha, caiu 0,98%. Na França, o CAC 40 cedeu 0,71%, e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,09%.
Na Ásia, as bolsas também caíram, com destaque para tecnologia e a vigilância sobre a situação no Oriente Médio. O CSI 300 recuou 2,77%, o SSEC (Xangai) perdeu 1,4%, o Hang Seng caiu 1,82%, o Nikkei recuou 3,6% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 9,99%.
Com informações da Reuters.
Imagem: Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. Foto: Tatan Syuflana/AP.
Fonte: G1
Fonte: G1