Dólar abre em alta com tensão no Estreito de Ormuz e alerta no varejo; veja o que move o mercado hoje
O dólar abriu em alta nesta terça-feira (18), avançando 0,25% por volta das 9h, a R$ 5,2137. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, têm início às 10h. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair. O petróleo volta ao centro das atenções em meio à nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Nesta terça-feira, o principal negociador iraniano afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington cumpra condições de um acordo provisório, incluindo o fim do bloqueio marítimo e das sanções, além da liberação de ativos iranianos congelados. Na agenda de indicadores, investidores avaliam novos dados da economia dos Estados Unidos, como a variação semanal de empregos do relatório ADP e indicadores de indústria, construção e preços de exportação. No Brasil, o foco permanece sobre o varejo. Na noite de domingo (16), a Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A medida envolve a própria companhia e outras nove empresas do grupo, com o objetivo de reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações. O ambiente de cautela se intensifica enquanto investidores estrangeiros retiram recursos da bolsa brasileira, pressionando os preços dos ativos. As tensões geopolíticas ganharam novo capítulo. Segundo o principal negociador iraniano, Mahammmad Baqer Qalibaf, o Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% do comércio global antes da guerra, continuará fechado até que os Estados Unidos atendam às exigências do acordo provisório. Na véspera, de acordo com a rede de TV Fox News, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou bombardear Omã caso o governo do país tente interferir no controle do Estreito de Ormuz. Omã é um dos aliados mais antigos dos Estados Unidos no Oriente Médio e vem intermediando negociações entre EUA e Irã pelo fim da guerra na região. O país também margeia o Estreito de Ormuz, ao lado de Irã e Arábia Saudita. Na Ásia, as bolsas da China fecharam próximas da estabilidade: quedas em papéis de inteligência artificial e tecnologia foram compensadas por ganhos no setor de energia, em meio às tensões no Oriente Médio. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,3%, enquanto o índice de Xangai (SSEC) subiu 0,2%. O Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,07%; o Nikkei, do Japão, caiu 2,54%; e o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,55%. Com informações da agência de notícias Reuters. Foto: Amanda Perobelli, Reuters.
Fonte: G1
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