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Dólar abre em leve queda com risco em Ormuz; petróleo e impasse entre EUA e Irã no radar

Dólar abre em leve queda com risco em Ormuz; petróleo e impasse entre EUA e Irã no radar

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (20) em leve queda, recuando 0,08%, a R$ 5,1071. As negociações do Ibovespa, principal índice da B3, começam às 10h.

Sem avanço nas tratativas entre Estados Unidos e Irã, o risco de interrupções no Estreito de Ormuz segue no centro do radar. Os ataques entre os dois países completam o décimo dia nesta segunda-feira (20), levantando dúvidas sobre a reabertura do estreito, a oferta global de petróleo e os efeitos sobre a inflação mundial.

Na sexta-feira (17), o Irã lançou bombardeios contra bases dos EUA no Oriente Médio após acusar Washington de atacar alvos civis; países da região denunciaram os ataques iranianos. O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, condenou os ataques dos EUA contra a infraestrutura civil iraniana e voltou a acusar Washington de cometer crimes de guerra.

Mais cedo na semana, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou ter concluído uma nova rodada de ataques contra alvos no Irã. Além de centros de comando, a ofensiva mirou posições de defesa aérea, capacidades de mísseis e drones e instalações de vigilância costeira. Em comunicado, o Centcom afirmou que o objetivo foi reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. As forças americanas disseram ainda que utilizaram munições de precisão contra alvos em diferentes localidades, incluindo Bandar Abbas.

A escalada das tensões eleva as preocupações com a oferta mundial de petróleo, sobretudo pelo tráfego limitado no Estreito de Ormuz. Na quinta-feira, o Irã afirmou que o canal é uma "linha vermelha" inviolável e alertou que, caso Donald Trump cumpra sua ameaça de atacar a infraestrutura iraniana, retaliará contra toda a infraestrutura na região do Golfo. Com o bloqueio dos EUA no estreito, dados do setor de transporte marítimo indicaram menor número de embarcações atravessando a rota: não foram avistados petroleiros de grande porte nem navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL).

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta sexta-feira, e os índices de referência da China registraram a maior perda semanal em mais de dois anos após a oferta pública inicial (IPO) da fabricante de chips CXMT gerar temores de liquidez. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 3,60%, enquanto o índice composto de Xangai (SSEC) recuou 3,05%. Entre as demais praças, o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,78%, e o Nikkei, do Japão, também caiu 1,78%. O Kospi, da Coreia do Sul, permaneceu fechado.

O cenário mantém investidores atentos à dinâmica do petróleo e aos possíveis reflexos sobre preços e atividade global. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair.

Com informações da Reuters. Foto: Murad Sezer/Reuters.

Fonte: G1

Fonte: G1

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