Dólar abre em queda com foco em EUA-Irã, renúncia no Reino Unido e eleição na Colômbia
O dólar abriu em queda nesta segunda-feira (22), recuando 0,14% por volta das 9h, a R$ 5,1582. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. A seguir, os principais destaques do dia nos mercados.
As tratativas entre Estados Unidos e Irã seguem no centro do radar. As tensões aumentaram no fim de semana, após Teerã alegar que Israel violou o memorando de entendimento assinado entre os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian ao manter ataques ao Líbano. O líder americano também voltou a ameaçar novos bombardeios ao Irã.
Na quarta-feira (17), EUA e Irã firmaram um memorando de 14 pontos que inclui garantias de que Teerã não desenvolverá armas nucleares, suspensão de sanções americanas e compensação financeira ao governo iraniano. O documento prevê um prazo inicial de 60 dias, prorrogável por mais 60, para a negociação de um acordo definitivo sobre o programa nuclear. Até lá, as partes concordaram em manter o status quo: o Irã preserva seu programa nuclear, e Washington não imporá novas sanções nem ampliará sua presença militar na região. Uma reunião que iniciaria a implementação do acordo na Suíça, na sexta-feira (19), com EUA, Irã, Paquistão e Catar, foi cancelada pelo governo suíço, adiando discussões sobre temas pendentes como o programa nuclear, a situação no Líbano e as regras de uso do Estreito de Ormuz.
Na Europa, as atenções se voltam à renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que deve permanecer no cargo até a escolha de um novo líder após pressões internas e derrotas nas eleições locais de maio. Perto das 9h, as bolsas europeias operavam majoritariamente em alta: FTSE 100 (+0,48%), DAX (+0,03%) e Ibex 35 (+0,56%), enquanto o CAC-40 recuava 0,44%.
Na Ásia, os mercados fecharam mistos, com foco nos sinais de negociação entre EUA e Irã e após o Banco do Povo da China (PBoC) manter as taxas de juros inalteradas pelo 13º mês seguido, em linha com o esperado. O CSI 300 avançou 2,4% e atingiu o maior nível desde dezembro de 2021; o índice de Xangai (SSEC) subiu 1,8%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,7%, e o Nikkei, no Japão, ganhou 1,6%.
Na Colômbia, o candidato de direita Abelardo de la Espriella venceu o segundo turno presidencial realizado ontem, com 49,7% dos votos. Ele propõe uma reforma fiscal e defende acordos com os EUA para combater o crime organizado.
Na agenda da semana, destaque para novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. Índices de gerentes de compras (PMIs) devem ser divulgados em diferentes países. A ata da última reunião de juros do Banco Central (BC) e os dados de emprego no Brasil também estão no foco dos investidores.
A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os combustíveis e aumentou preocupações com a inflação. Consumidores enfrentaram preços mais altos, mercados financeiros registraram perdas e o dólar se fortaleceu diante da maior aversão ao risco. Com o fim do conflito, economistas acompanham quando a atividade e os mercados começarão a dar sinais de normalização.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair. Com informações da agência Reuters. Foto: Karolina Grabowska/Pexels.
Fonte: G1
Fonte: G1