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Dólar abre em queda com tarifaço dos EUA e tensão no petróleo no radar

Dólar abre em queda com tarifaço dos EUA e tensão no petróleo no radar

O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (24) em baixa. Perto das 9h, a moeda caía 0,14%, a R$ 5,0769, enquanto investidores acompanhavam o impacto de novas tarifas dos Estados Unidos, as tensões no Oriente Médio e a temporada de balanços corporativos. As negociações do Ibovespa, principal índice da B3, começam às 10h.

Tarifas dos EUA:

- Na véspera, os EUA anunciaram um novo pacote tarifário sobre o Brasil e outros 59 parceiros comerciais, com alíquotas entre 10% e 12,5%, amparado na Seção 301 da lei de comércio americana. O movimento mantém o tema no centro das atenções e aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que conversa com setores afetados e avalia como reagir.

- Em paralelo, entrou em vigor ontem uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos EUA, medida anunciada após investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio. As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a decisão uma interferência em temas internos.

- A expectativa é de que uma nova taxa — estimada entre 10% e 12,5% — seja anunciada nos próximos dias para cerca de 60 países, incluindo o Brasil, com base em investigação dos EUA que aponta práticas comerciais desleais relacionadas ao não impedimento do comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

- Na véspera, o representante do comércio americano, Jamieson Greer, disse que práticas de desmatamento no Brasil colocam agricultores dos EUA em desvantagem, argumentando que padrões ambientais mais baixos em outros países “justificam tarifas mais altas”. O governo brasileiro refutou os argumentos: o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, classificou as alegações como “absolutamente improcedentes” e “inverídicas”, e reiterou que as exportações passam por fiscalização e controle ambiental rigorosos.

Oriente Médio e petróleo:

- Novos ataques a navios petroleiros no Mar Vermelho reforçaram o alerta sobre impactos nas cadeias logísticas e no mercado de petróleo.

- O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou ter concluído uma nova rodada de ataques contra alvos militares iranianos, na 12ª noite consecutiva de operações, atingindo instalações de armazenamento de mísseis e drones, sistemas de defesa aérea, capacidades marítimas e locais de vigilância costeira. Segundo o Centcom, as ações visam reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais e marinheiros civis. Os EUA também afirmaram ter retomado um bloqueio marítimo e que mais de 50 mil militares americanos permanecem mobilizados na região.

- A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter destruído equipamentos militares americanos na Jordânia e atacado bases dos EUA no Kuwait, incluindo Arifjan e Doha.

- Aliados houthis do Irã, no Iêmen, disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio global da commodity.

- Em encontro no Sudeste Asiático, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que o preço que o Irã paga “ficará mais alto a cada noite” até que Teerã esteja pronta para um acordo de paz.

Balanços e tecnologia:

- As ações da Alphabet caíram mais de 7% na véspera, após a companhia elevar sua projeção de investimentos em inteligência artificial, reacendendo preocupações com o custo da expansão de infraestrutura para o setor.

Mercados na Ásia:

- As bolsas chinesas fecharam em alta, com melhora do ânimo no setor de tecnologia e inteligência artificial: o CSI 300 avançou 0,23%, e o índice composto de Xangai (SSEC) subiu 0,25%.

- Entre os demais mercados, o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 1,28%; o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 4,40%; e o Nikkei, do Japão, teve alta de 0,46%.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair.

Com informações da Reuters. Foto: Luisa Gonzalez/Reuters.

Fonte: G1

Fonte: G1

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