Dólar abre em queda; inflação no Brasil e ataques no Estreito de Ormuz mexem com o mercado
O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (10), recuando 0,24% por volta das 9h, a R$ 5,1103. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
O foco do dia recai sobre a divulgação dos novos dados de inflação no Brasil, indicador acompanhado de perto pelo Banco Central na avaliação das perspectivas para a taxa de juros. Paralelamente, a escalada das tensões no Oriente Médio segue no radar: na quinta-feira, Estados Unidos e Irã anunciaram novos ataques em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. Apesar do agravamento do cenário, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país “busca um acordo” para encerrar o conflito.
Na noite de quarta-feira (8), o Comando Central dos EUA realizou uma nova rodada de ataques com o objetivo de reduzir a capacidade iraniana de atingir navios no Estreito de Ormuz. Aproximadamente 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana foram atingidos, incluindo sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura logística militar.
O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área. Embora o Irã não seja o proprietário da via, controla a costa norte do estreito, além de ilhas e posições militares, o que permite monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações na região. Nos últimos anos, o país transformou essa posição geográfica em instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, fechou o estreito para obter vantagem nas negociações e, atualmente, defende que o mundo reconheça sua soberania sobre a rota marítima.
Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em alta, apesar da tensão crescente. O avanço de ações de fabricantes de chips ajudou a compensar a cautela dos investidores: o S&P 500 subiu 0,4%, o Dow Jones avançou 0,3% e o Nasdaq Composite ganhou 0,5%.
Na Europa, os mercados recuperaram parte das perdas da sessão anterior. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,78%, aos 640,86 pontos. Entre os principais índices, o DAX (Frankfurt) avançou 0,83%, e o CAC 40 (Paris) ganhou 0,90%. Na contramão, o FTSE 100 (Londres) recuou 0,16%.
Na Ásia, o desempenho foi misto, com predominância de ganhos. Na China, o CSI300 saltou 2,5% — maior alta diária desde 8 de abril —, enquanto o Índice Composto de Xangai avançou 1,7%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,8%. No Japão, o Nikkei subiu 1,38%, para 67.743 pontos, e, em Taiwan, o TAIEX recuou 0,83%, aos 45.354 pontos.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair: indicadores de inflação, expectativas para juros e tensões geopolíticas estão entre os principais vetores que influenciam o câmbio e o apetite por risco dos investidores.
Fonte: G1
Fonte: G1