Dólar abre perto de R$ 5 em dia de tensão EUA-Irã; petróleo avança e IBC-Br no radar
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (16) em leve queda de 0,02%, cotado a R$ 4,9908 na abertura. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. Nos Estados Unidos, a tensão com o Irã voltou a crescer. Na quarta-feira (15), Donald Trump ordenou o envio de mais de 10 mil militares ao Oriente Médio, segundo o jornal Washington Post, movimento visto como tentativa de pressionar Teerã antes de uma possível nova rodada de negociações com a Casa Branca. Paralelamente, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que Washington se prepara para aplicar sanções adicionais contra países ou empresas que mantêm negócios com o Irã, o que pode atingir, por exemplo, compradores chineses de petróleo, ampliando a pressão econômica. Em meio a esse quadro, o petróleo operava em alta nesta manhã. Pouco antes das 9h (horário de Brasília), o Brent subia 1,4%, a US$ 96,27 por barril, enquanto o WTI avançava 1,2%, a US$ 92,41. Na agenda doméstica, o destaque é a divulgação do IBC-Br, indicador do Banco Central que funciona como prévia do PIB, com expectativa de crescimento de 0,47% em fevereiro. No exterior, os EUA apresentam os pedidos semanais de auxílio-desemprego, com previsão de estabilidade, e, mais tarde, os dados de produção industrial de março, estimados em alta de 0,1%. Os desdobramentos recentes entre EUA e Irã mantêm a tensão elevada, com sinais mistos entre confronto e tentativa de diálogo. No Estreito de Ormuz, um petroleiro iraniano sob sanções americanas conseguiu cruzar a região e alcançar águas iranianas sem interferência, apesar do bloqueio naval imposto por Washington. De acordo com a agência iraniana Fars, o navio, com capacidade de até 2 milhões de barris, manteve o sistema de rastreamento ligado durante todo o trajeto. No campo diplomático, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país busca negociações e não a guerra, dizendo que qualquer tentativa de imposição ou rendição por parte dos EUA está condenada ao fracasso. Há expectativa de possível retomada de conversas de paz, que podem ser mediadas pelo Paquistão ainda nesta semana, embora o avanço diplomático siga incerto. A avaliação é que um grupo leve novas mensagens de Washington para manter o diálogo aberto, mesmo diante de incertezas e episódios de tensão militar e econômica. Em Wall Street, por volta das 9h, os contratos futuros apontavam para alta: Dow Jones +0,05%, S&P 500 +0,07% e Nasdaq +0,17%. Na Europa, o STOXX 600 avançava 0,43%, aos 619,94 pontos. Em Londres, o FTSE 100 subia 0,5%, a 10.610,04 pontos; o CAC 40, na França, ganhava 0,5%, a 8.316,76 pontos; e o DAX, na Alemanha, também tinha alta de 0,5%, a 24.175,91 pontos. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente no positivo. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,7%, a 26.394,26 pontos; em Xangai, o índice subiu 0,7%, a 4.055,55 pontos. No Japão, o Nikkei 225 saltou 2,4%, a 59.518,34 pontos, renovando recorde; na Coreia do Sul, o Kospi ganhou 2,2%, a 6.226,05 pontos. Parte do movimento foi influenciada por dados da China, que mostraram crescimento de 5% no primeiro trimestre. Ainda assim, analistas apontam possíveis desafios às exportações chinesas nos próximos meses, diante da desaceleração da economia global.
Fonte: G1
Fonte: G1