Dólar abre sob tensão com recompra de Treasuries e petróleo em foco; entenda o que mexe com os mercados hoje
O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (20), enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia as negociações às 10h.
No radar dos investidores está o programa de recompra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Na véspera, o órgão anunciou que duplicaria as recompras de Treasuries de longo prazo, com vencimento entre 10 e 30 anos, para pelo menos US$ 4 bilhões por operação (cerca de R$ 20,7 bilhões). A decisão veio após uma forte onda de venda desses papéis, que levou os juros dos títulos de 30 anos ao maior patamar desde 2007.
O mercado de petróleo segue pressionado pelas tensões no Oriente Médio. Nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu sobre consequências econômicas para qualquer país que ofereça 'qualquer tipo de apoio ao Irã'. O governo iraniano mantém o bloqueio ao Estreito de Ormuz, o que sustenta os preços da commodity e amplia preocupações com a inflação global.
Segundo o Financial Times, o Irã considera atacar alvos militares dos EUA na Europa se houver nova escalada do conflito. Entre os possíveis alvos citados estão a base aérea de Bezmer, na Bulgária, utilizada desde o mês passado para reabastecimento de aeronaves do Exército dos EUA, e uma base aérea britânica no Chipre, que já havia sido atingida por um drone iraniano em março. Ainda de acordo com o jornal, Teerã também avalia a possibilidade de atacar cabos submarinos de fibra óptica no Estreito de Ormuz, numa estratégia para elevar os riscos e as consequências do confronto para os EUA.
Nas últimas semanas, Trump ameaçou declarar o Estreito de Ormuz como território dos EUA — medida inviável e proibida pelo direito internacional — e bombardear o aliado Omã caso o país conclua um acordo com o Irã sobre o controle da navegação comercial na via marítima. Teerã, por sua vez, afirmou estar perto de um entendimento com Omã, elevou o tom ao impor um ultimato aos EUA e disse que adotará uma postura mais ofensiva na guerra se fracassarem as negociações com a Casa Branca para encerrar o conflito.
As tensões reforçam as preocupações com a reabertura do Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de 20% do comércio global de petróleo antes da guerra — e seus efeitos sobre a inflação e a oferta de energia no mundo. O dólar vem de uma disparada nos últimos dias.
Na Ásia, as bolsas fecharam mistas. As ações chinesas recuaram com uma venda massiva de papéis de chips e robótica, em meio a preocupações com a economia e resultados corporativos abaixo do esperado. O CSI 300 caiu 2,9%, enquanto o índice de Xangai (SSEC) recuou 2,4%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,09%. No Japão, o Nikkei caiu 3,16%, e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 5,80%.
Com informações da agência de notícias Reuters.
Fonte: G1
Fonte: G1