Dólar abre sob tensão: EUA x Irã, IPCA-15 e decisão do Fed no radar do mercado
O dólar abriu a sessão desta terça-feira (28) com investidores atentos ao cenário externo e à agenda econômica. As negociações do Ibovespa, principal índice da B3, começam às 10h. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair. No exterior, o impasse entre Estados Unidos e Irã segue no centro das atenções. Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, afirmou ter suspendido ataques para dar mais uma chance às negociações de paz, mas indicou que pode retomar uma ação militar mais forte se a via diplomática fracassar. Teerã, por sua vez, declarou que não há tratativas em andamento. Segundo o governo iraniano, as conversas atuais envolvem Omã e tratam da gestão do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo. De acordo com a agência Reuters, Omã apresentou a Teerã uma proposta para criar um mecanismo regional conjunto de administração do canal, inspirado no modelo do Estreito de Malaca. O plano prevê contribuições voluntárias de países e empresas que utilizam a rota para financiar a segurança da navegação, a proteção ambiental e operações de busca e salvamento, com gestão compartilhada e sem controle exclusivo do Irã. Embora o tráfego ainda limitado pelo estreito gere preocupações com a oferta global de petróleo, o alívio nas tensões traz algum fôlego aos preços nesta terça-feira (28). No Brasil, permanecem no radar os atritos recentes entre representantes do governo e o presidente argentino, Javier Milei. No sábado (25), Milei participou do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e fez críticas ao presidente Lula (PT) e ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Em resposta, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, comparou as economias dos dois países e chamou o presidente argentino de "palhaço". Na agenda de indicadores, o destaque é o IPCA-15, prévia da inflação brasileira. Investidores também aguardam a decisão de juros do Federal Reserve, prevista para amanhã, com expectativa de manutenção das taxas nos Estados Unidos. Na Ásia, as bolsas chinesas recuaram às mínimas de uma semana, pressionadas por novas quedas no setor de tecnologia em meio a preocupações com aumento da produção de chips e gastos elevados com infraestrutura de inteligência artificial. O CSI 300 caiu 2,83%, enquanto o Índice de Xangai (SSEC) recuou 1,16%. Entre outros mercados da região, o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,41%, o Nikkei, do Japão, cedeu 3,95%, e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 10,84%, chegando a acionar o circuit breaker. Com informações da Reuters. Foto: John Guccione/Pexels.
Fonte: G1 Globo
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