Dólar abre sob tensão: petróleo salta e ameaça no Golfo agita os mercados
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (11) sob influência do cenário interno e, sobretudo, do externo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair.
A escalada das tensões no Oriente Médio segue no radar dos investidores. Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado na véspera que a guerra estava 'praticamente terminada', Teerã foi novamente bombardeada pelos EUA e por Israel nesta terça-feira, em ataques descritos como os mais intensos do conflito até agora. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que bloqueará os embarques de petróleo do Golfo Pérsico caso os ataques não cessem.
Os preços do petróleo dispararam nos últimos dias e chegaram a subir até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630), refletindo preocupações com a guerra, que entra na segunda semana sem sinal de trégua e levanta temores sobre interrupções no fornecimento global de energia. Nesta terça-feira, porém, as cotações passaram a recuar, após a sequência de altas que levou o barril a se aproximar desse patamar no mercado internacional. O movimento ocorreu um dia depois de Trump afirmar que espera um desfecho mais rápido para o conflito do que o prazo anteriormente estimado de quatro a cinco semanas, sinalização que ajudou a aliviar parte da pressão sobre a commodity.
Ainda assim, o mercado acompanha de perto novos desdobramentos, após autoridades americanas — entre elas o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o general Dan Caine — indicarem que os ataques contra o Irã estariam se intensificando. Do lado iraniano, autoridades também ameaçaram manter restrições ao fornecimento de petróleo na região. Além disso, produtores do Oriente Médio ainda não retomaram a produção em larga escala, enquanto os custos de transporte seguem elevados, fatores que sustentam a volatilidade no mercado de energia.
A maioria dos mercados internacionais fechou em alta nesta terça-feira, após dias de volatilidade ligada ao conflito no Oriente Médio. A queda do preço do petróleo reduziu parte das preocupações com o impacto da energia mais cara sobre a economia global. Em Wall Street, os três principais índices registraram sinais mistos: o Dow Jones caiu 0,07%, aos 47.706,51 pontos; o S&P 500 recuou 0,21%, para 6.781,48 pontos; e o Nasdaq Composite avançou 0,01%, aos 22.697,10 pontos.
Na Europa, as bolsas acompanharam o movimento de recuperação. O STOXX 600 subiu 1,82%, aos 605,76 pontos; o DAX de Frankfurt avançou 2,39%, aos 23.968,63 pontos; o FTSE 100 de Londres ganhou 1,59%, aos 10.412,24 pontos; e o CAC 40 de Paris teve alta de 1,79%, alcançando 8.057,36 pontos.
Na Ásia, as bolsas também encerraram em alta, recuperando parte das quedas recentes. O movimento ocorreu após Trump declarar que o conflito no Oriente Médio poderia 'acabar em breve', o que ajudou na recuperação de mercados como China e Hong Kong. Também influenciou o cenário a decisão do governo chinês de elevar os preços máximos de gasolina e diesel, acompanhando a alta do petróleo observada após o fechamento do Estreito de Ormuz durante a escalada da guerra. No fechamento, em Xangai, o SSEC subiu 0,65%, aos 4.123 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,28%, aos 4.674 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 2,17%, chegando a 25.959 pontos. Em Tóquio, o Nikkei registrou alta de 2,88%, aos 54.248 pontos.
Foto: Murad Sezer/Reuters.
Com informações da Reuters.
Fonte: G1 Globo
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