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Dólar bate R$ 5 com tensão nuclear no Irã, petróleo em alta e ruído político no Brasil

Dólar bate R$ 5 com tensão nuclear no Irã, petróleo em alta e ruído político no Brasil

O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (21), avançando 0,13% por volta das 9h e sendo negociado a R$ 5,0097. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia o pregão às 10h.

No exterior, os mercados repercutem a informação de que o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, teria determinado que o urânio enriquecido a níveis próximos ao grau militar permaneça no país, reduzindo as expectativas de acordo nas negociações sobre o programa nuclear, segundo a Reuters. Com o aumento da tensão, o petróleo voltou a subir: às 8h45, o Brent para julho avançava 1,68%, a US$ 106,78, enquanto o WTI ganhava 2,29%, a US$ 100,51.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho divulga às 9h30 (de Brasília) os pedidos semanais de seguro-desemprego. Na semana anterior, foram 211 mil solicitações iniciais, e o mercado espera cerca de 210 mil desta vez.

No Brasil, investidores seguem atentos aos desdobramentos do caso Master e aos possíveis impactos políticos das investigações envolvendo o banco. A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a primeira proposta de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro. Na agenda econômica, a Receita Federal divulga hoje os dados de arrecadação de abril. Em março, a arrecadação federal somou R$ 229,249 bilhões, alta real de 4,99% na comparação anual.

No campo político, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, admitiu na terça-feira (19) ter se reunido com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025. Segundo ele, o encontro teve o objetivo de encerrar a discussão sobre o financiamento do filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio afirmou: "Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco". O senador havia pedido recursos a Vorcaro para o projeto e, até então, negava envolvimento nas tratativas, ao mesmo tempo em que intensificava críticas ao Banco Master e defendia a criação de uma CPMI sobre o caso.

A Polícia Federal investiga se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA, e apura se o filme serviu como justificativa formal para transferências. Os investigadores analisam se o dinheiro foi destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos valores financiou a permanência de Eduardo no exterior. A GOUP Entertainment, produtora de Dark Horse, nega ter recebido recursos de Vorcaro ou de empresas sob seu controle. Para parte dos investidores, a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial, o que altera expectativas sobre um possível cenário de mudança de governo e seus impactos nas contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.

No front geopolítico, a guerra entre EUA, Israel e Irã segue em clima de tensão, com negociações em andamento. Na quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que "dará uma chance" ao Irã e que "não tem pressa" para encerrar o conflito no Oriente Médio. Ao ser questionado sobre o Estreito de Ormuz, disse que atingir os objetivos da missão é mais importante que fixar um cronograma. Mais tarde, em discurso na formatura da Academia da Guarda Costeira dos EUA, declarou que não irá ceder e que as tropas iranianas foram destruídas. Os dois países permanecem em impasse sobre o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica do petróleo. Na véspera, Trump afirmou ter suspendido um novo ataque ao Irã após pedidos de aliados como Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que veem possibilidade de acordo de paz. Mesmo com a pausa, disse que as Forças Armadas dos EUA seguem prontas para atacar caso as negociações fracassem. O Irã respondeu que suas forças estão em "alerta máximo" e prometeu reação rápida e forte a qualquer ofensiva.

Nos EUA, o conflito vem afetando politicamente o presidente, com pesquisas apontando aumento da rejeição ao confronto e queda na aprovação, em meio a temores de escalada e a impactos econômicos. Ainda em Nova York, Wall Street fechou em alta após três sessões de queda, impulsionada por tecnologia: Dow Jones +1,31%, S&P 500 +1,07% e Nasdaq +1,54%.

Na Europa, as bolsas encerraram próximas das máximas, apoiadas por ações de tecnologia e defesa, enquanto investidores aguardavam os resultados da Nvidia, previstos para depois do fechamento: Stoxx 600 +1,5% (620,29 pontos); DAX (Alemanha) +1,38%; CAC 40 (França) +1,70%; FTSE 100 (Reino Unido) +0,99%. Na Ásia, o pregão foi majoritariamente negativo: CSI300 (China) -0,04%, Xangai -0,2%; Hang Seng (Hong Kong) -0,6%; Nikkei 225 (Japão) -1,2%, aos 59.804,41 pontos.

Foto: Luisa Gonzalez/Reuters.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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