Dólar cai e encosta em R$ 5 com expectativa de acordo entre EUA e Irã; petróleo recua mais de 5%
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair.
O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (25) em queda, recuando 0,54% por volta das 9h05, cotado a R$ 5,0008. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
No cenário internacional, o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã elevou as expectativas de um possível acordo de paz e da reabertura do Estreito de Ormuz. Em meio a esse quadro, os preços do petróleo caíam mais de 5% nesta segunda-feira: por volta das 7h46, o barril do Brent recuava 5,51%, a US$ 94,69, enquanto o WTI dos Estados Unidos caía 5,81%, para US$ 90,99.
No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington e Teerã haviam "negociado amplamente" um entendimento para um acordo que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz. Apesar do avanço nas conversas, persistem divergências sobre temas considerados centrais. No domingo, Trump disse ter orientado representantes americanos a não acelerarem as negociações neste momento.
No Brasil, o foco da semana recai sobre a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, que deve indicar mais um período de desaceleração econômica. Ainda nos próximos dias, o IPCA-15 deve trazer pistas sobre a inflação de maio. No campo político, o Congresso mantém a atenção em duas propostas de grande repercussão: na Câmara, a PEC 221/2019, que trata da escala de trabalho 6x1; e, no Senado, a PEC 65/2023, que prevê autonomia financeira e orçamentária para o Banco Central.
Na sexta-feira anterior, os preços do petróleo haviam voltado a subir diante do impasse entre EUA e Irã nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio, embora novas declarações tenham renovado a expectativa de avanço nas conversas. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que houve "algum progresso" nas tratativas, mas reconheceu que ainda não há acordo. Segundo ele, o governo Donald Trump prefere uma saída diplomática, embora mantenha outras alternativas caso as conversas fracassem. Os principais pontos de impasse seguem sendo o programa nuclear iraniano e a situação no Estreito de Ormuz.
Um conselheiro dos Emirados Árabes Unidos afirmou ver "50% de chance" de um acordo entre EUA e Irã, alertando que o Irã pode endurecer sua posição e dificultar as negociações. Segundo ele, a região precisa de uma solução política para evitar nova escalada militar. Nesta manhã, a Guarda Revolucionária do Irã informou que 35 embarcações comerciais, incluindo petroleiros e navios de carga, atravessaram o Estreito de Ormuz com autorização iraniana nas últimas 24 horas.
Nos EUA, o cenário político aumentou a cautela dos investidores, após parlamentares adiarem uma votação que poderia pressionar Trump a retirar o país da guerra. Em seu discurso de posse nesta sexta-feira, o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou que pretende conduzir uma agenda "voltada para reformas" à frente do banco central americano. Indicad o por Donald Trump para substituir Jerome Powell, Warsh é visto por analistas como um nome técnico, com histórico mais rígido no combate à inflação.
A principal dúvida do mercado é se o novo presidente manterá juros elevados para conter a inflação ou se poderá abrir espaço para cortes adiante. A alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio aumentou a pressão inflacionária e dificultou uma redução dos juros. Durante a cerimônia de posse na Casa Branca, Trump disse desejar que Warsh atue com "total independência" no comando do Fed.
Em Wall Street, as bolsas fecharam em alta: o S&P 500 avançou 0,37%, o Dow Jones subiu 0,58% e o Nasdaq ganhou 0,19%. Na Europa, os mercados encerraram positivos, com investidores mais otimistas diante da possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã. O setor de tecnologia liderou os ganhos, impulsionado pelo entusiasmo com inteligência artificial e pelos resultados da NVIDIA. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,22%, aos 10.466 pontos; em Frankfurt, o DAX avançou 1,15%, aos 24.888 pontos; em Paris, o CAC 40 ganhou 0,37%, aos 8.115 pontos; e, em Milão, o FTSE MIB teve alta de 0,70%, aos 49.510 pontos.
Na Ásia, as bolsas da China e de outros mercados fecharam em alta na sexta-feira, recuperando parte das perdas do dia anterior. Ainda assim, os índices chineses acumularam a segunda semana consecutiva de queda, pressionados pela realização de lucros em empresas de tecnologia após a forte alta impulsionada por inteligência artificial. Em Xangai, o índice subiu 0,87%; o CSI300 avançou 1,3%, aos 4.845 pontos, mas fechou a semana em baixa de 0,3%. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,86%, aos 25.606 pontos, puxado por ações de tecnologia; a Lenovo saltou 20% e atingiu o maior valor em 26 anos.
Fonte: G1
Fonte: G1