Dólar em alta, petróleo em ascensão e bolsas no vermelho: o que está por trás do dia tenso nos mercados
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair.
O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (27), avançando 0,18% na abertura, a R$ 5,2654. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia o pregão às 10h.
No exterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu estender por dez dias a pausa em ataques à infraestrutura energética do Irã. Ainda assim, persistem preocupações com eventuais impactos sobre a oferta global de petróleo, fator que tem sustentado o viés negativo observado nas últimas sessões.
Em linha com esse quadro, o petróleo segue em alta, enquanto os futuros das principais bolsas de Nova York recuam. Na Europa, os mercados acionários também operam no campo negativo.
Com o aumento da aversão ao risco, o dólar se valoriza frente a outras moedas, e os mercados de juros passam por nova reprecificação em meio às incertezas sobre os rumos da política monetária global.
No Brasil, a agenda desta sexta-feira traz os dados do setor externo e a taxa de desemprego de fevereiro, indicadores capazes de influenciar as expectativas para a atividade econômica. Caso os números venham próximos das projeções, a tendência é de manutenção do foco no cenário internacional, que tem ditado o comportamento dos ativos nos últimos dias.
A escalada da guerra no Oriente Médio voltou a mexer com os mercados nesta quinta-feira. O preço do petróleo subiu e bolsas ao redor do mundo caíram, refletindo dúvidas sobre a duração do conflito e seus efeitos na economia global.
As reações ocorrem em meio a sinais ainda incertos de negociação entre EUA e Irã. Na quarta-feira (25), os dois países apresentaram propostas diferentes para encerrar o conflito, que completa um mês no próximo sábado (28), sem chegar a um entendimento. A Casa Branca enviou um plano de paz com 15 pontos — entre eles, a proibição do desenvolvimento de armas nucleares, limites para mísseis de longo alcance, o desmonte de instalações de enriquecimento de urânio e o fim do apoio a grupos como Hamas e Hezbollah. O Irã rejeitou a proposta, classificando-a como "excessiva", e apresentou uma contraproposta com cinco condições, incluindo o fim das agressões, reparações por danos durante a guerra e controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz. Apesar da troca de planos, autoridades iranianas sinalizaram alguma disposição para negociar, enquanto os EUA intensificaram a pressão militar e diplomática na região.
No front doméstico de preços, o IPCA-15 — prévia da inflação oficial — subiu 0,44% em março. Em 12 meses, acumula alta de 3,90%, abaixo dos 4,1% do período anterior, mas acima das expectativas do mercado, que apontavam para 0,29% no mês e 3,74% em 12 meses. Segundo o IBGE, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preços no mês.
Os mercados globais fecharam em queda nesta quinta-feira, enquanto o petróleo voltou a subir, em meio à percepção de que uma redução das tensões envolvendo o Irã está mais distante. Em Wall Street, o Dow Jones recuou 1,01%, o S&P 500 caiu 1,74% e o Nasdaq perdeu 2,38%. Na Europa, o STOXX 600 caiu 1,13%, aos 580,84 pontos; o FTSE 100 recuou 1,33%; o CAC 40, 0,98%; e o DAX, 1,64%. Na Ásia, o índice de Xangai caiu 1,1%; o CSI300, 1,3%; o Hang Seng, 1,9%. No Japão, o Nikkei cedeu 0,3%, aos 53.603,65 pontos, enquanto o Kospi, na Coreia do Sul, caiu 3,2%, fechando em 5.460,46 pontos.
Entre os metais preciosos, houve perdas: o ouro recuou 2,3%, a US$ 4.446 por onça, e a prata caiu 6,2%, a US$ 68 por onça.
Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar — Foto: freepik.
Fonte: G1 Globo
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