Dólar encosta em R$ 4,90 com petróleo em alta e Focus eleva inflação; tensões EUA-Irã voltam a pesar
O dólar abriu a segunda-feira (11) em leve alta de 0,06%, cotado a R$ 4,8972. O Ibovespa, principal índice da B3, inicia o pregão às 10h.
Os investidores começam a semana atentos a sinais sobre inflação e juros no Brasil, enquanto, no exterior, a escalada das tensões no Oriente Médio volta a pressionar o mercado de petróleo.
No Brasil, o destaque é o Boletim Focus, do Banco Central. O relatório mostrou que os economistas elevaram pela nona semana consecutiva a projeção para a inflação de 2026, de 4,89% para 4,91%.
No cenário internacional, o petróleo avança após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar rapidamente a resposta do Irã a uma proposta americana de paz, aumentando os temores de prolongamento do conflito.
As tensões entre EUA e Irã já haviam voltado a pressionar o mercado de petróleo na sexta-feira (8), após novos ataques na região do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte global de petróleo e combustíveis. As Forças Armadas dos EUA afirmaram ter atacado petroleiros vazios que tentavam atravessar o bloqueio naval mantido por navios americanos na entrada do estreito. Segundo os militares, os disparos atingiram as chaminés das embarcações para impedir que seguissem em direção ao Irã. Até a última atualização, Teerã não havia comentado oficialmente o episódio, embora a imprensa estatal iraniana tenha relatado explosões próximas ao estreito. O episódio ocorre em meio a um cessar-fogo frágil entre os dois países e amplia as preocupações do mercado financeiro sobre possíveis impactos na oferta global de energia.
Os reflexos já apareciam no mercado internacional. Na sexta-feira (8), por volta das 17h (horário de Brasília), o Brent (referência internacional) subia 0,53%, a US$ 100,59 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 0,12%, a US$ 94,92.
Em Wall Street, as bolsas fecharam em alta na sexta-feira, com investidores atentos a dados mais fortes do mercado de trabalho americano: Dow Jones +0,02%, S&P 500 +0,83% e Nasdaq Composite +1,71%.
Na Europa, o movimento foi de queda, pressionado pelas preocupações com juros elevados por mais tempo nos EUA e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. O Stoxx 600 recuou 0,7%, aos 612 pontos; em Londres, a queda foi de 0,43%; em Frankfurt, de 1,32%; e, em Paris, de 1,09%.
Na Ásia, os mercados encerraram o pregão em alta. Em Xangai, o principal índice avançou 0,48%, aos 4.180 pontos; o CSI300 subiu 0,48%, aos 4.900 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 1,57%, aos 26.626 pontos. No Japão, o Nikkei saltou 5,58%, aos 62.833 pontos.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. Foto: Tatan Syuflana/AP.
Fonte: G1 Globo
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