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Dólar recua na abertura com Selic a 14% e Ormuz no radar; veja o que move o mercado hoje

Dólar recua na abertura com Selic a 14% e Ormuz no radar; veja o que move o mercado hoje

O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (6), recuando 0,24% por volta das 9h, cotado a R$ 5,1160. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. Investidores reagem à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que na véspera realizou o quarto corte consecutivo da taxa básica de juros, levando a Selic de 14,25% para 14% ao ano — o menor patamar desde março de 2025. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair. No comunicado, o Copom afirmou que a decisão está alinhada ao objetivo de trazer a inflação para perto da meta, reduzir oscilações na atividade econômica e estimular a geração de empregos. O colegiado destacou que o cenário internacional segue incerto, em meio aos conflitos no Oriente Médio e às dúvidas sobre os próximos passos dos bancos centrais de economias desenvolvidas, o que exige cautela de países emergentes. O comitê reiterou que as próximas decisões dependerão da evolução da economia e do comportamento da inflação, e que o tamanho total do ciclo de ajustes será definido com base nos dados a serem divulgados. A decisão ocorreu uma semana após o Federal Reserve manter as taxas dos Estados Unidos na faixa de 3,50% a 3,75%, e já era amplamente esperada pelo mercado. A projeção predominante é de que a Selic encerre o ano em 13,75% ao ano, o que pressupõe mais um corte na reunião de novembro. Na agenda econômica, os investidores acompanham, nos EUA, os dados de pedidos de seguro-desemprego e de produtividade. No Brasil, o foco recai sobre a balança comercial de julho e os resultados da Petrobras e de outras companhias. No exterior, as negociações envolvendo Estados Unidos e Irã seguem no radar. Teerã afirmou ter chegado a um acordo com Omã sobre a divisão e a administração do Estreito de Ormuz, importante rota marítima. Segundo o porta-voz Esmaeil Baqaei, as coordenadas geográficas da rota proposta já foram definidas e a declaração conjunta está em fase final de revisão, desde que não haja interferência de terceiros. Ele ponderou, porém, que um acerto bilateral não seria suficiente, por si só, para garantir a segurança da passagem, diante do bloqueio americano a portos iranianos e da oposição dos EUA a pedágios ou autorizações impostas pelo Irã. A proposta prevê um novo arranjo para o trânsito de navios: entrada no Golfo Pérsico por rota sob controle iraniano e saída por passagem controlada por Omã. O país também sugeriu um mecanismo regional de gestão conjunta, com contribuições voluntárias de empresas de navegação para cobrir segurança, proteção ambiental e serviços de resgate. O chanceler iraniano negou sessões de negociação com os Estados Unidos, em contraste com declarações recentes do presidente americano, Donald Trump, de que um acordo poderia ser firmado nos próximos dias. Em meio às incertezas, o petróleo operava em alta nesta quinta-feira. Na Ásia, as bolsas fecharam mistas, com a valorização do ouro sustentando ações ligadas ao metal e compensando a queda de papéis de tecnologia. O CSI 300 recuou 0,2%, o SSEC avançou 0,6%, o Hang Seng caiu 1,5%, o Nikkei cedeu 0,93% e o Kospi desvalorizou 4,58%. Com informações da Reuters. Foto: Luisa Gonzalez/Reuters.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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