Dólar recua na abertura: Copom, balanços e impasse EUA-Irã movem o mercado
O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (3) em queda de 0,08% por volta das 9h, cotado a R$ 5,0656. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, têm início às 10h.
No exterior, o petróleo volta ao centro das atenções após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar no fim de semana que cancelou novos ataques contra o Irã e sinalizar a possibilidade de uma rodada de negociações para um acordo. Teerã, porém, negou ter pedido a suspensão de ofensivas, contestando a versão americana. Mesmo com a divergência, a perspectiva de diálogo e a eventual reabertura do Estreito de Ormuz aumentaram o otimismo e pressionaram as cotações do petróleo para baixo.
No Brasil, a temporada de balanços segue no radar, com divulgações esperadas nesta semana de empresas como Itaú, Bradesco, Gerdau, GPA, CSN e Petrobras.
A agenda doméstica também inclui a decisão de juros do Banco Central. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne na terça e na quarta-feira, e a expectativa do mercado é de mais um corte na taxa Selic, para 14%.
No sábado, Trump declarou que suspenderia um novo ataque ao Irã caso fosse fechado rapidamente um acordo para interromper o programa nuclear do país e reabrir o Estreito de Ormuz, acrescentando que Israel participaria do esforço. O governo israelense não comentou. Em resposta, a agência iraniana Mehr, citando autoridades militares, classificou a alegação como “uma nova mentira” e afirmou que as Forças Armadas do país estavam em alerta máximo para qualquer eventualidade.
Na Ásia, as bolsas fecharam mistas nesta segunda-feira (3), em meio a resultados corporativos fracos e após Japão e Estados Unidos realizarem uma intervenção coordenada de compra de ienes para conter a desvalorização da moeda japonesa. O CSI 300, que reúne as maiores companhias de Xangai e Shenzhen, recuou 0,98%; o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,48%; o Nikkei, do Japão, caiu 0,94%; e o Kospi, da Coreia do Sul, teve queda de 5,12%.
Com informações da agência de notícias Reuters. Foto: REUTERS/Lee Jae-Won.
Fonte: G1 Globo
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