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Dólar recua na abertura enquanto Trump ameaça guerra econômica ao Irã e B3 registra maior saída desde 2020

Dólar recua na abertura enquanto Trump ameaça guerra econômica ao Irã e B3 registra maior saída desde 2020

O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (21), recuando 0,43% por volta das 9h, a R$ 5,1702. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, têm início às 10h.

No exterior, a anunciada "guerra econômica" do presidente americano, Donald Trump, contra o Irã concentra as atenções. Nesta semana, Trump afirmou que intensificará a pressão sobre o país e ameaçou aplicar sanções a nações que oferecerem "qualquer tipo de apoio ao Irã". A expectativa é de que novas medidas sejam divulgadas na próxima semana.

No Brasil, com agenda econômica esvaziada, o foco recai sobre o quadro eleitoral. Na véspera, o candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, disse ter prestado contas dos gastos relacionados ao documentário "Dark Horse" e afirmou que, agora, quem precisaria prestar contas é o presidente Lula.

O fluxo de investidores estrangeiros na B3 segue negativo: o Ibovespa acumula saída líquida de cerca de R$ 18,6 bilhões em agosto, a maior desde março de 2020, no início da pandemia.

Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que lançará uma "operação econômica mais devastadora já adotada contra qualquer país", descrevendo a campanha como uma forma de "guerra econômica" e de isolamento do Irã em "escala sem precedentes". Segundo ele: "QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais forneçam qualquer tipo de apoio ao Irã também enfrentará CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS ENORMES". Ele acrescentou: "Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA. Vocês sabem quem são". Trump disse ainda esperar que todos os aliados dos Estados Unidos trabalhem para "isolar" e "derrotar" a "ameaça iraniana".

O presidente afirmou que a medida decorre da ausência de um acordo com o Irã. Os dois países iniciaram neste ano negociações para interromper o programa nuclear iraniano. O fracasso das conversas provocou uma guerra. Segundo Trump, a "guerra econômica" contra o Irã deverá asfixiar o país.

As declarações reacendem preocupações no mercado internacional de petróleo, em meio a sinais de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz continuará interrompido. O fechamento da rota — por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global da commodity antes da guerra — segue pressionando os preços de energia, com impactos sobre a inflação e o crescimento global.

Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta sexta-feira, enquanto investidores avaliavam a possibilidade de apoio fiscal em Hong Kong e a recente onda de vendas de títulos globais. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,6%, enquanto o SSEC, de Xangai, ficou praticamente estável. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,21%; o Nikkei, do Japão, caiu 0,30%; e o Kospi, da Coreia do Sul, ganhou 0,88%.

Com informações da Reuters.

Foto: Freepik

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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