Dólar recua na abertura: PNAD, petróleo e Nvidia definem o tom dos mercados
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (27) em leve queda, recuando 0,03% na abertura e cotado a R$ 5,1500. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. No Brasil, os investidores aguardam a PNAD Contínua mensal do IBGE, com os dados de desemprego do trimestre encerrado em julho, que podem influenciar as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central em relação aos juros. Também na agenda, o IBGE divulga a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024: em 2023, o setor de serviços não financeiros somava 1,7 milhão de empresas ativas e 15,2 milhões de pessoas ocupadas, com R$ 592,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. No exterior, os mercados acompanham os avanços nas negociações entre Omã e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, enquanto o petróleo sobe moderadamente. Por volta das 8h45, o Brent avançava 0,72%, a US$ 88,46, e o WTI ganhava 0,19%, a US$ 82,39. Nos Estados Unidos, os resultados da Nvidia reduziram dúvidas sobre a demanda por inteligência artificial após a companhia dobrar o lucro líquido e a receita no segundo trimestre, impulsionando os contratos que indicam o desempenho esperado do Nasdaq, que apontavam forte alta nesta quinta-feira. A prévia da inflação no Brasil caiu 0,40% em agosto, segundo o IBGE, indicando alívio pontual de preços. A matéria aponta que a queda foi puxada principalmente por alguns itens, sem detalhá-los. Mesmo assim, a inflação acumula 3,09% no ano e 4,24% em 12 meses, abaixo do patamar do mês anterior (4,52%). A desaceleração pode aliviar o custo de vida e ampliar as chances de cortes de juros pelo Banco Central, ainda que a decisão dependa de um conjunto mais amplo de indicadores. Nos EUA, a inflação anual ficou em 3,7% em julho, repetindo junho e permanecendo acima da meta de 2% do Federal Reserve. No mês, os preços subiram 0,2%, acima do esperado. A economia segue resiliente: o PIB do segundo trimestre cresceu 1,5%, em linha com as projeções, com consumo das famílias robusto. Na véspera, os mercados globais fecharam sem direção única, com investidores atentos a três eventos considerados decisivos para o humor dos mercados, não especificados no relatório. Na Europa, as bolsas encerraram próximas da estabilidade, à medida que agentes avaliaram a inflação dos EUA, que veio acima do previsto e reforçou apostas de alta de juros pelo Fed em setembro, além das tratativas entre Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz. Bancos europeus avançaram, impulsionados por Deutsche Bank e Commerzbank; tecnologia recuou antes do balanço da Nvidia, e o setor de saúde liderou as perdas. No fechamento, o STOXX 600 caiu 0,01%, aos 656,41 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,07%, a 10.878,12 pontos; em Frankfurt, o DAX subiu 0,08%, a 26.285,96 pontos; em Paris, o CAC 40 ganhou 0,27%, a 8.462,39 pontos; em Milão, o FTSE MIB avançou 0,31%, a 52.882,99 pontos; em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,05%, a 20.067,30 pontos; e, em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,01%, a 9.446,39 pontos. Em Wall Street, os principais índices recuaram: Dow Jones (-0,21%), S&P 500 (-0,02%) e Nasdaq (-0,08%), refletindo cautela antes do balanço da Nvidia. Na Ásia, a maioria das bolsas subiu, apoiada pelo desempenho de empresas de tecnologia e da cadeia ligada à inteligência artificial após a recuperação recente da Nvidia em Nova York. Xangai avançou 0,59% e o CSI300, 0,85%. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 0,56%. O Nikkei subiu 0,62%; o Kospi, 0,97%; e o Taiex, 1,47%. Em sentido contrário, o Straits Times caiu 0,24% e o S&P/ASX 200 recuou 0,40%. Com informações da agência de notícias Reuters. Foto: Reuters/Lee Jae-Won/arquivo.
Fonte: G1 Globo
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