Dólar sobe com tarifa de 25% dos EUA e tensão no Estreito de Ormuz; mercados monitoram impacto
O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (16), avançando 0,21% por volta das 9h, cotado a R$ 5,0888. As negociações do Ibovespa, principal índice da B3, têm início às 10h. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair.
Os Estados Unidos confirmaram na noite de quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de exceções. A medida, resultado de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, entra em vigor em 22 de julho.
No relatório, o governo de Donald Trump alega que o Brasil adota práticas que oneram ou restringem o comércio com os EUA, citando pontos como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria. Apesar das acusações, itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram fora da nova cobrança por serem considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela insuficiência de produção doméstica.
Segundo o USTR, houve tentativa de negociação com o Brasil ao longo do último ano, sem sucesso. No Brasil, o governo avalia que o impacto macroeconômico tende a ser reduzido, destacando que as exportações mostraram resiliência mesmo após o tarifaço de agosto do ano passado, com recuperação gradual desde novembro. A Fazenda afirma que o conjunto de exceções deve manter o efeito agregado modesto.
No front geopolítico, um ataque de mísseis dos Estados Unidos matou sete militares iranianos em um quartel próximo à cidade de Iranshahr, no sudeste do Irã, na quarta-feira (15), de acordo com o Exército iraniano. O anúncio ocorre em meio à intensificação dos confrontos entre os dois países e à volta do bloqueio militar norte-americano aos portos iranianos, em tentativa de manter a navegação aberta no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que a rota permanecerá fechada até que os “atos de agressão” dos EUA cessem. Em reação, os EUA anunciaram um bloqueio naval ao Irã, iniciado no final da tarde de ontem. As trocas de ataques colocam em xeque o acordo de paz firmado em 17 de junho, que estabeleceu um cessar-fogo mais duradouro e um caminho para um tratado definitivo.
Nos mercados internacionais, Wall Street fechou em alta na quarta-feira (15), com investidores avaliando resultados corporativos: Dow Jones +0,29%, S&P 500 +0,36% e Nasdaq Composite +0,62%. Na Europa, o desempenho foi misto, com a maioria das bolsas em queda diante das tensões no Oriente Médio: DAX (Alemanha) -0,59%, CAC-40 (França) +0,19% e FTSE 100 (Reino Unido) -0,13%. Na Ásia, as ações chinesas recuaram em meio à realização de lucros no setor de semicondutores: CSI 300 -0,20% e Xangai Composto (SSEC) -0,29%. Entre as demais bolsas da região, o pregão foi positivo: Hang Seng (Hong Kong) +1,40%, Nikkei (Japão) +1,49% e Kospi (Coreia do Sul) +6,24%.
Com informações da Reuters. Imagem: Freepik.
Fonte: G1 Globo
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