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Dólar sobe e bolsas caem: o que está por trás da ata do Copom e das tratativas EUA-Irã

Dólar sobe e bolsas caem: o que está por trás da ata do Copom e das tratativas EUA-Irã

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (23) em alta de 0,71% por volta das 9h, cotado a R$ 5,1779. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

No exterior, as conversas entre Estados Unidos e Irã seguem no centro do radar. Segundo Teerã, as discussões técnicas com Washington foram concluídas nesta terça-feira, e o país iniciou a formação de grupos de trabalho para tratar de sanções e do programa nuclear como parte das tratativas. O tráfego mais intenso no Estreito de Ormuz alimenta expectativas de normalização no mercado internacional de petróleo.

Teerã também informou que formará, com Omã, uma equipe para chegar a um acordo sobre a gestão futura da navegação no Estreito de Ormuz e estudar os custos dos serviços de cobrança para travessias. Na véspera, o canal registrou o tráfego mais intenso desde o início da guerra, com ao menos 35 embarcações com carga cruzando a passagem — volume que representa quase um terço do fluxo em períodos de paz, quando cerca de 120 navios transitavam diariamente por essa rota estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos e outros produtos.

A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global: a interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os combustíveis e aumentou preocupações com a inflação em diversos países. Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, mercados financeiros acumularam perdas e o dólar se fortaleceu diante da maior aversão ao risco. Com o fim do conflito, economistas acompanham quando a atividade econômica e os mercados voltarão a dar sinais de normalização; um balanço dos principais efeitos e das perspectivas de recuperação foi reunido pelo g1.

No Brasil, a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) é o destaque. O Banco Central indicou que a decisão de manter os juros inalterados foi tomada mesmo diante da piora do cenário de inflação para os próximos anos, reiterando que o colegiado preferiu não reagir aos movimentos de preços ainda associados às incertezas da guerra no Oriente Médio.

Nas bolsas, o dia é mais negativo no exterior, puxado por ações de tecnologia. Investidores avaliam os elevados investimentos de empresas de semicondutores e de inteligência artificial e questionam o potencial de retorno que justificaria as atuais cotações.

Na Europa, os principais índices recuavam pela manhã: o DAX (Alemanha) caía 0,99% por volta das 9h; o FTSE 100 (Reino Unido), 0,48%; e o CAC 40 (França), 0,62%. Na Ásia, o movimento foi de queda generalizada: o CSI 300 recuou 2,77%; o SSEC, 1,4%; o Hang Seng, 1,82%; o Nikkei, 3,6%; e o Kospi, 9,99%.

Com informações da Reuters. Foto: Jornal Nacional/Reprodução.

Fonte: G1

Fonte: G1

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