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Dólar sobe na abertura com tarifa de 25% dos EUA no radar; tensão no Oriente Médio e balanços guiam o dia

Dólar sobe na abertura com tarifa de 25% dos EUA no radar; tensão no Oriente Médio e balanços guiam o dia

O dólar abriu em alta nesta quarta-feira (22), avançando 0,17% por volta das 9h, a R$ 5,0816, enquanto investidores monitoram as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e aguardam resultados corporativos. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. A tarifa adicional de 25% dos EUA sobre parte dos produtos brasileiros, anunciada após investigação do governo Donald Trump, está no centro das atenções. O relatório americano concluiu que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio, citando o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais. O governo brasileiro contesta as justificativas, as classifica como interferência em temas internos e avalia que a medida tem motivação política. A lista de exceções inclui petróleo, café e carne bovina; entre os setores mais afetados estão etanol, máquinas agrícolas e papel. No radar também está a possibilidade de um novo anúncio de tarifa, estimada entre 10% e 12,5%, para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A medida aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que segue em diálogo com empresários dos setores impactados para definir a resposta. No cenário geopolítico, os Estados Unidos bombardearam alvos no Irã pela 11ª noite consecutiva, atingindo centros de comando, sistemas de defesa aérea e lançadores de mísseis e drones, segundo as forças americanas. Na terça-feira, o presidente Donald Trump afirmou que poderá atacar "muito em breve" a montanha de Pickaxe, próxima à instalação nuclear de Natanz, onde uma rede de túneis subterrâneos abrigaria parte da infraestrutura de enriquecimento de urânio. Em resposta, o comando militar iraniano disse que atacará investimentos dos EUA e de aliados caso instalações nucleares iranianas sejam atingidas. Autoridades iranianas relataram 50 civis mortos e 500 feridos nos ataques recentes; os EUA confirmaram a morte de 18 militares desde o início da guerra. A escalada reacende preocupações com o Estreito de Ormuz, rota-chave do petróleo, com número menor de embarcações cruzando a região. Na Ásia, as bolsas chinesas recuaram, com investidores realizando lucros após forte alta na véspera: o CSI 300 caiu 0,46%, enquanto o índice composto de Xangai (SSEC) avançou 0,07%. Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 0,95%; o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,74%; e o Nikkei, do Japão, caiu 0,18%. No pano de fundo doméstico, persistem preocupações com gastos públicos e trajetória da dívida, fatores que também influenciam a percepção de risco e a cotação do câmbio.

Fonte: G1

Fonte: G1

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