Dólar sobe, petróleo encosta em US$ 100 e bolsas reagem: IPCA-15 e impasse no Oriente Médio guiam o dia
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (26) em alta, avançando 0,48% às 9h05, negociado a R$ 5,2477. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair.
No cenário internacional, a escalada do conflito no Oriente Médio voltou a afetar os mercados. A incerteza sobre um possível fim da guerra impulsionou o petróleo e pressionou bolsas ao redor do mundo. Às 8h49, o Brent subia 3,26%, a US$ 100,43, enquanto o WTI avançava 3,27%, a US$ 93,27.
Apesar de sinais de negociação, Estados Unidos e Irã ainda não chegaram a um acordo para encerrar o conflito, que completa um mês no sábado (28). Na quarta-feira (25), os dois países apresentaram propostas distintas. Segundo o jornal The New York Times, Washington enviou a Teerã, por meio do Paquistão, um plano de 15 pontos que aborda o programa nuclear iraniano e o desenvolvimento de mísseis balísticos. Ainda não está claro se Israel participou da elaboração nem se concorda com os termos, tampouco há confirmação sobre a disposição das autoridades iranianas em aceitar a proposta. A emissora israelense Channel 12 informou ter tido acesso ao documento e relatou a possibilidade de um cessar-fogo de 30 dias para permitir negociações.
Na quarta (25), o Irã rejeitou a proposta dos EUA, classificando-a como excessiva e desconectada da realidade, e afirmou que Donald Trump não ditaria o fim do conflito. Teerã apresentou uma contraproposta e reiterou que continuará com o que chama de ações defensivas. Antes do início da guerra, os EUA defendiam que o Irã limitasse o enriquecimento de urânio e reduzisse o alcance de seus mísseis.
No Brasil, o destaque desta quinta-feira é a divulgação do IPCA-15 de março, considerado a prévia da inflação oficial. O mercado espera alta de 0,29% em relação ao mês anterior. Pela manhã, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, concede entrevista sobre o Relatório de Política Monetária (RPM), ao lado do diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, Paulo Picchetti.
Na véspera, os preços do petróleo voltaram a cair enquanto as bolsas globais subiram, em meio a sinais de possível redução das tensões no conflito envolvendo o Irã. Declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre avanços nas conversas com Teerã e a decisão, anunciada após a reabertura do Estreito de Ormuz, de adiar o prazo para uma possível ação contra usinas iranianas contribuíram para esse movimento. O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o escoamento de petróleo e gás natural liquefeito; mudanças no quadro regional costumam impactar os preços, que vêm registrando forte volatilidade. Apesar disso, o governo iraniano negou que haja negociações em andamento, e ataques no Oriente Médio continuam sendo reportados. O Paquistão se ofereceu para sediar eventuais conversas, enquanto os EUA preveem enviar pelo menos mais mil soldados da 82ª Divisão Aerotransportada à região.
As bolsas avançaram na quarta-feira: em Wall Street, o Dow Jones subiu 0,66%, o S&P 500 ganhou 0,54% e o Nasdaq avançou 0,77%. Na Europa, o STOXX 600 aumentou 1,42%, aos 585,80 pontos; o FTSE 100 subiu 1,42%, o CAC 40, 1,33%, e o DAX, 1,41%. Na Ásia, o Shanghai avançou 1,3%, o CSI 300, 1,4%, e o Hang Seng, 1,1%. No Japão, o Nikkei ganhou 2,87%, a 53.749 pontos; na Coreia do Sul, o KOSPI subiu 1,59%, aos 5.642 pontos.
Com informações da agência de notícias Reuters. Foto: Freepik.
Fonte: G1 Globo
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