Editoras processam Meta e acusam Zuckerberg de autorizar pessoalmente uso de obras protegidas no treino do Llama
Cinco editoras e o escritor Scott Turow processaram a Meta e seu CEO, Mark Zuckerberg, nesta terça-feira (5), acusando a empresa de utilizar, sem autorização e sem pagamento, milhões de livros e artigos protegidos por direitos autorais para treinar o sistema de inteligência artificial Llama.
A ação foi apresentada em um tribunal federal em Manhattan e abre uma nova frente na disputa entre o setor editorial e empresas de tecnologia que desenvolvem ferramentas de IA. Segundo a petição, os autores afirmam que Zuckerberg "autorizou pessoalmente" a estratégia e que a companhia teria seguido o lema "agir rápido e quebrar coisas" ao recorrer a um grande volume de obras sem permissão para alimentar o modelo.
Entre os autores publicados pelas editoras que movem o processo — Elsevier, Cengage, Hachette Book Group, Macmillan e McGraw Hill — estão Scott Turow, Donna Tartt e também Yiyun Li e Amanda Vaill, vencedoras do Prêmio Pulitzer de 2026.
Em nota divulgada na segunda-feira, a Meta afirmou que pretende "defender-se vigorosamente" das acusações.
Controvérsias sobre o uso de conteúdo protegido em treinamentos de IA têm se intensificado nos últimos anos, com autores e editoras recorrendo à Justiça para contestar práticas de grandes empresas de tecnologia. Em 2025, a própria Meta concordou em encerrar uma ação coletiva movida por escritores; a decisão final sobre esse acordo deve ser analisada na próxima semana.
Fonte: G1 Globo
Fonte: G1 Globo