FGC libera pedidos de ressarcimento do Banco Master: 800 mil podem receber; entenda prazos e como solicitar
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) começou a receber, nesta segunda-feira (19), os pedidos de ressarcimento de credores que tinham aplicações no Banco Master, incluindo compradores de CDBs. Segundo o FGC, cerca de 600 mil credores já solicitaram a garantia e 400 mil concluíram o trâmite. A estimativa é de que aproximadamente 800 mil pessoas e empresas tenham direito ao pagamento. Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo FGC até o limite de 250 mil reais por CPF ou CNPJ, por instituição. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, respeitado o teto. O FGC atua apenas em situações de intervenção ou liquidação de instituições financeiras. O pagamento não é imediato. O processo começou após o liquidante enviar ao FGC a lista consolidada de credores do banco. Com essas informações, o FGC liberou no sábado (17) a solicitação pelo aplicativo, para cadastros de conta bancária, validação biométrica e envio de documentos. Após a assinatura do termo de solicitação, a liberação costuma ocorrer em até 48 horas úteis, desde que os dados estejam corretos. Ainda assim, nas operações mais recentes, o intervalo entre a decretação da liquidação e o pagamento aos investidores variou entre 14 e 40 dias. Para dúvidas, o contato indicado é [email protected]. Pessoas físicas devem pedir o pagamento pelo aplicativo do FGC, disponível no Google Play e na Apple Store. Para pessoas jurídicas, o representante legal deve solicitar a garantia pelo Portal do Investidor; após o preenchimento, o FGC envia por e-mail as instruções detalhadas. O pagamento a empresas é feito por transferência para conta-corrente ou poupança de mesmo CNPJ. Nos casos de inventariantes ou espólio, o atendimento é direto com os beneficiários, sem solicitação pelo aplicativo. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro do ano passado. A instituição enfrentava risco de falência devido ao alto custo de captação e a investimentos considerados arriscados, incluindo CDBs que pagavam até 40% acima da taxa média do mercado. O presidente do banco, Daniel Vorcaro, foi preso em operação da Polícia Federal que investiga suposto esquema de fraudes financeiras. Na última semana, a PF deflagrou a segunda fase da operação, com buscas em endereços ligados a Vorcaro e a familiares, como pai, irmã e cunhado. O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos, também foram alvos. O Master era conhecido por comprar precatórios e investir em empresas em dificuldade. Tentativas de venda do banco, incluindo uma proposta do BRB, foram canceladas em meio a questionamentos, pressões políticas e falta de transparência. A EFB Regimes Especiais de Empresas foi designada para conduzir a administração especial. Com a liquidação, quaisquer negociações de compra em andamento foram automaticamente interrompidas.
Fonte: G1 Globo
Fonte: G1 Globo