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Mercado abre em alerta: dólar encosta em R$ 5,25 com prévia do PIB e tensão EUA-Irã; petróleo salta e BC liquida Banco Pleno

Mercado abre em alerta: dólar encosta em R$ 5,25 com prévia do PIB e tensão EUA-Irã; petróleo salta e BC liquida Banco Pleno

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair.

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (19) em alta de 0,11% por volta das 9h05, negociado a R$ 5,2458. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. No Brasil, o destaque do dia é a divulgação do IBC-Br de dezembro, considerado uma prévia do PIB, com expectativa de queda de 0,50% após alta de 0,7% em novembro, na comparação com outubro.

Lá fora, investidores nos Estados Unidos aguardam os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o relatório de vendas de imóveis residenciais, indicadores que ajudam a medir o ritmo da economia americana. No cenário geopolítico, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo tem “vários argumentos” para atacar o Irã, caso decida agir. Os dois países negociam na Suíça, com mediação de Omã, enquanto também trocam ameaças nas redes sociais. Com o aumento das tensões, o petróleo subiu mais de 4% na quarta-feira (18), diante do risco de interrupções na oferta e após negociações entre Ucrânia e Rússia não avançarem em Genebra.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., empresas do mesmo conglomerado financeiro. As instituições integravam o grupo do Banco Master e foram vendidas no segundo semestre do ano passado ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações no dia a dia. O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora.

Nos Estados Unidos, a construção de moradias unifamiliares se recuperou em dezembro. De acordo com o Census Bureau, o início de construção dessas casas, que representam a maior parte da construção civil do país, cresceu 4,1% no mês, para uma taxa anualizada e ajustada de 981 mil unidades. As licenças para construção futura de casas unifamiliares, no entanto, caíram 1,7% no último mês de 2025, para 881 mil unidades. A divulgação dos relatórios havia sido adiada devido à paralisação do governo federal dos EUA. Tarifas sobre produtos importados — incluindo madeira e armários de banheiro — elevaram os preços dos materiais. Além disso, a escassez de mão de obra em meio a uma repressão à imigração por parte do governo Trump também tem elevado os custos de construção e restringido a atividade.

As encomendas de bens duráveis nos EUA recuaram 1,4% em dezembro ante novembro, somando US$ 319,6 bilhões, segundo o Departamento do Comércio. O resultado frustrou as expectativas de alta de 1,6%. Excluindo o setor de transportes, os pedidos cresceram 0,9% no mês; sem a categoria de defesa, houve queda de 2,5%. O dado de novembro foi revisado de alta de 5,6% para 5,4%.

A produção manufatureira dos EUA subiu 0,6% no mês passado, após ficar estável em dezembro, informou o Federal Reserve. Economistas esperavam crescimento de 0,4%. Na comparação anual, houve avanço de 2,4%. O resultado de dezembro foi revisado de 0,2% para zero. O setor, que responde por cerca de 10,1% da economia americana, tem sido afetado por tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, que, segundo empresários, elevaram custos para indústrias e consumidores. Alguns segmentos, como tecnologia, se beneficiaram do aumento dos investimentos em inteligência artificial, e analistas avaliam que esse impulso pode se espalhar para outras áreas, além de possíveis efeitos de cortes de impostos.

A ata do Fed, divulgada na quarta-feira (18), indicou acordo quase unânime para manter as taxas de juros inalteradas na reunião do mês passado. Ainda assim, os dirigentes seguem divididos sobre os próximos passos, com vários membros levantando a possibilidade de aumentos nos custos de empréstimo caso a inflação permaneça elevada, enquanto outros divergem sobre se e quando novos cortes seriam justificados. O Fed interrompeu o ciclo de cortes e manteve a taxa americana entre 3,50% e 3,75% na reunião de 29 de janeiro.

Nos mercados, os três principais índices de Wall Street avançaram na quarta-feira (18), impulsionados pela recuperação de papéis de tecnologia após recentes preocupações com inteligência artificial: Dow Jones +0,26%, S&P 500 +0,50% e Nasdaq +0,78%. Na Europa, a alta de ações dos setores de defesa e bancário sustentou as principais bolsas, em meio à atenção a notícias sobre possível transição de liderança no Banco Central Europeu (BCE). O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1,2%, a 628,69 pontos; na Alemanha, o DAX avançou 1,12%, e, na França, o CAC-40 ganhou 0,81%. Na Ásia, vários mercados permaneceram fechados por conta do feriado do Ano Novo Lunar.

Cédulas de dólar — Foto: John Guccione/Pexels.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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