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Mercados em alerta: dólar recua, petróleo oscila perto de US$ 100 e risco de US$ 200 volta ao radar; dados dos EUA e pacote no Brasil no foco

Mercados em alerta: dólar recua, petróleo oscila perto de US$ 100 e risco de US$ 200 volta ao radar; dados dos EUA e pacote no Brasil no foco

O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (13), acompanhando a volatilidade do petróleo e o noticiário global. Às 9h05, a moeda americana recuava 0,22%, cotada a R$ 5,2303. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia as negociações às 10h. Mesmo após os Estados Unidos autorizarem temporariamente a compra de petróleo da Rússia, o barril segue próximo de US$ 100, enquanto a possibilidade de prolongamento do conflito envolvendo o Irã eleva temores de inflação e pressiona as bolsas globais.

Na quinta-feira, o petróleo avançou cerca de 9% e atingiu o maior nível em quase quatro anos. Nesta sexta, por volta das 9h (horário de Brasília), o Brent caía 1,41%, negociado a US$ 99,09. Ainda na quinta, às 9h38, o Brent operava em alta de 6,98%, a US$ 98,38, enquanto o WTI avançava 6,80%, a US$ 93,18. No início da semana, as cotações chegaram perto de US$ 120 e voltaram a superar US$ 100 após novos ataques na região do Oriente Médio.

No Brasil, o governo federal anunciou um pacote para atenuar os efeitos da alta do petróleo e da volatilidade dos combustíveis. Entre as medidas estão subsídios a importadores e produtores de diesel e a isenção dos tributos federais PIS e Cofins sobre o combustível. O pacote inclui ainda a criação de um imposto temporário sobre a exportação de petróleo bruto e diesel, além de multas para empresas que não repassarem os benefícios aos preços finais nos postos.

Nos Estados Unidos, a agenda do dia traz o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de janeiro, indicador acompanhado de perto pelo Federal Reserve por ser referência importante para a inflação. Também serão divulgados o relatório Jolts, com expectativa de cerca de 6,7 milhões de vagas abertas, e a leitura anualizada do PIB do quarto trimestre do ano passado.

A guerra no Oriente Médio vem provocando fortes impactos no mercado global de energia. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), o conflito já causou a maior interrupção de fornecimento da história, com previsão de queda de 8 milhões de barris por dia na oferta global devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Ataques iranianos a navios comerciais na região aumentaram as tensões e já atingiram mais de uma dezena de embarcações, elevando o risco no transporte marítimo. Diante desse cenário, autoridades iranianas afirmaram que o mercado deve se preparar para a possibilidade de o petróleo chegar a US$ 200 por barril.

Para tentar conter a escalada dos preços, mais de 30 países membros da IEA decidiram liberar 400 milhões de barris de reservas estratégicas, na maior operação desse tipo já realizada, com o objetivo de reduzir a pressão sobre combustíveis e mitigar impactos na economia global.

Com informações da Reuters. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair.

Fonte: G1 Globo

Fonte: G1 Globo

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