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Mercados em alerta: petróleo recua com avanço EUA-Irã; dólar instável e Ibovespa em queda antes de encontro Lula-Trump

Mercados em alerta: petróleo recua com avanço EUA-Irã; dólar instável e Ibovespa em queda antes de encontro Lula-Trump

O dólar opera com volatilidade nesta quinta-feira (7) e, por volta das 13h30, registrava leve alta de 0,03%, cotado a R$ 4,9223. O Ibovespa recuava 2,07%, aos 183.806 pontos.

Os preços do petróleo caem diante da expectativa de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, que poderia permitir a retomada gradual da circulação de navios no Estreito de Ormuz. Às 8h40 (horário de Brasília), o Brent recuava 2,12%, a US$ 99,12, enquanto o WTI caía 2,26%, a US$ 93,01. O movimento ganhou força após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o Irã estaria disposto a negociar; segundo ele, o país estaria “indo muito bem” no conflito e “tudo ocorrendo sem problemas”.

Ainda nesta quinta, Trump recebe o presidente Luiz Inácio Lula da Silva às 12h (horário de Brasília). Na pauta, temas ligados à economia e à segurança.

No Brasil, a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido, está entre os alvos da investigação.

Investidores acompanham a possibilidade de um acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Embora não haja confirmação oficial, há sinais de avanço. Segundo a Reuters, os países estariam próximos de firmar um acordo inicial, mais simples, com cerca de uma página. O Irã analisa os termos e deve responder nas próximas 48 horas. Entre os principais pontos em discussão — não detalhados —, a proposta consolidaria uma trégua e abriria um prazo de cerca de 30 dias para negociações mais amplas. Nesse intervalo, tanto as limitações impostas pelo Irã quanto o bloqueio naval dos EUA seriam gradualmente reduzidos, com possibilidade de retomada caso não haja progresso.

O cenário ganhou tração após Trump anunciar a suspensão de uma operação militar de escolta a navios, que não normalizou o fluxo e elevou as tensões. Mais cedo, o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz voltou a ser seguro para navegação. A rota, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, operava com restrições desde o início do conflito, com cerca de 1.500 embarcações aguardando passagem. A percepção de alívio ajudou a derrubar as cotações do petróleo.

Apesar do avanço diplomático, o acordo ainda não foi fechado e enfrenta incertezas, como divergências internas no Irã e o risco de retomada do conflito.

As bolsas globais operam sem direção única. Em Wall Street, às 9h (horário de Brasília), os futuros do S&P 500 subiam 0,1%; os do Dow Jones, 0,2%; e os da Nasdaq, 0,08%. Na Europa, o STOXX 600 recuava 0,22%, aos 621,84 pontos; o DAX, em Frankfurt, avançava 0,2%; o CAC 40, em Paris, 0,3%; e o FTSE 100, em Londres, caía 0,3%.

Na Ásia, os mercados fecharam em alta: o CSI300 avançou 0,48%, aos 4.900 pontos; o SSEC, de Xangai, subiu 0,48%, aos 4.180 pontos; o Hang Seng ganhou 1,57%, aos 26.626 pontos; e o Nikkei saltou 5,58%, aos 62.833 pontos.

Foto: Rick Wilking/Reuters

Fonte: G1

Fonte: G1

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