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Novo Tesouro Reserva 24h desafia CDB e poupanca; simulacoes mostram desempenho similar ao Tesouro Selic e superior a poupanca

Novo Tesouro Reserva 24h desafia CDB e poupanca; simulacoes mostram desempenho similar ao Tesouro Selic e superior a poupanca

O Tesouro Direto, plataforma do governo federal para investimentos em títulos públicos, lançou nesta segunda-feira (11) o Tesouro Reserva, um novo título de renda fixa voltado a quem busca alternativa simples, com resgate a qualquer momento e rendimento previsível. Criado como opção à poupança, aos CDBs e às caixinhas digitais dos bancos, o papel permite aplicações a partir de R$ 1 e tem rentabilidade equivalente a 100% da Selic. As operações podem ser feitas 24 horas por dia, todos os dias, com exceção do intervalo entre 0h e 1h, e contam com possibilidade de transferência via PIX. O vencimento é de três anos, mas o resgate pode ser realizado a qualquer momento, sem descontos. Segundo o Ministério da Fazenda, o foco é a formação de reserva financeira com simplicidade e previsibilidade. Por ora, o título está disponível apenas para clientes do Banco do Brasil, que desenvolveu o produto em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional. A oferta nas demais instituições dependerá da adesão e da implementação por cada banco. Para investir, o cliente do BB acessa a área do Tesouro Direto no aplicativo de investimentos, seleciona o Tesouro Reserva, define o valor e confirma a operação; nos demais bancos, o fluxo deverá ser semelhante quando o produto for disponibilizado. Em levantamento solicitado pelo g1, a educadora financeira Thaísa Durso, da Rico, comparou os rendimentos do Tesouro Reserva, de CDBs que pagam 100% do CDI, do Tesouro Selic e da poupança. O estudo aponta pouca diferença entre Tesouro Reserva, Tesouro Selic e CDBs a 100% do CDI — taxa de referência estimada em 14,4% ao ano —, enquanto a poupança, com retorno de pouco mais de 8% ao ano, aparece na última posição em todos os cenários. Em 10 anos, a diferença em relação aos títulos do Tesouro chega a R$ 1.255,04. Durso explica que Tesouro Reserva e Tesouro Selic tendem a oferecer a mesma rentabilidade quando o aporte é mantido até o fim do período; a principal diferença está na experiência do investidor. Ela ressalta que Tesouro, Selic e CDBs acompanham de perto a taxa básica de juros, ao passo que a poupança tende a render menos, mesmo com a isenção de Imposto de Renda. Quanto ao risco, os títulos do Tesouro têm garantia do governo federal (risco soberano), enquanto os CDBs têm risco bancário, mitigado pela cobertura do FGC. O novo título tem rendimento atrelado à Selic, atualmente em 14,50% ao ano, e é considerado de baixo risco por ser emitido pelo governo federal. De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o produto mira o investidor que busca segurança e previsibilidade. Na prática, o valor aplicado não sofre oscilações no momento da compra ou do resgate. Especialistas avaliam que, por reunir valor mínimo baixo, liquidez imediata e rendimento vinculado à Selic, o Tesouro Reserva surge como alternativa competitiva às caixinhas digitais, aos CDBs e à poupança, especialmente para a reserva de emergência. Para Marcos Praça, da ZERO Markets, a combinação entre segurança, rapidez no saque e previsibilidade é o principal atrativo. Assim como nos demais títulos do Tesouro Direto, incide a tabela regressiva do Imposto de Renda sobre investimentos de renda fixa: a alíquota começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias e cai até 15% para prazos superiores a dois anos. O IR incide apenas sobre o rendimento (por exemplo, se R$ 1.000 virarem R$ 1.100, o imposto recai apenas sobre os R$ 100 de ganho). Há ainda cobrança de IOF em resgates feitos nos primeiros 30 dias. Além disso, incide taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano, com isenção para aplicações de até R$ 10 mil.

Fonte: G1

Fonte: G1

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