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Por que o dólar abriu a R$ 5,01: tensão no Oriente Médio e agenda dos EUA guiam os mercados

Por que o dólar abriu a R$ 5,01: tensão no Oriente Médio e agenda dos EUA guiam os mercados

O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (24), cotado a R$ 5,0109 às 9h01, avanço de 0,17%. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia os negócios às 10h. O movimento reflete a cautela dos investidores diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que sustenta a expectativa de petróleo mais caro por mais tempo em meio às incertezas no Oriente Médio.

Entre os destaques do dia:

- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na rede Truth Social que o cessar-fogo entre Israel e o Líbano será prorrogado por três semanas.

- Nos EUA, será divulgado o índice de confiança do consumidor da University of Michigan, um dos principais termômetros do sentimento das famílias americanas.

- No Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso um projeto de lei complementar para converter ganhos extraordinários de arrecadação com a alta do petróleo em cortes de tributos sobre combustíveis.

- O Banco Central informou pela manhã que o país registrou déficit em conta corrente de US$ 6 bilhões em março, conforme a Nota à Imprensa do Setor Externo divulgada às 8h30.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Trump afirmou na quinta-feira (23) que um eventual acordo com o Irã só será fechado quando considerar que os termos são “apropriados e benéficos” para os interesses dos EUA. Em mensagem na Truth Social, disse não ter pressa por um desfecho na guerra: “Tenho todo o tempo do mundo, mas o Irã não — o relógio está correndo”. Na terça-feira (21), o presidente havia anunciado a extensão do cessar-fogo com o Irã, medida que não reduziu as tensões no Estreito de Ormuz.

Também na quinta, Trump declarou ter ordenado que a Marinha dos EUA “atire e mate” qualquer embarcação que tente instalar minas na passagem marítima. Segundo ele, navios militares especializados já atuam na retirada de explosivos. No mesmo dia, o jornal The Washington Post informou que o Pentágono avalia que a remoção completa das minas no estreito pode levar até seis meses.

O Estreito de Ormuz permanece no centro da disputa. Na semana passada, em um gesto ligado ao cessar-fogo, o Irã reabriu a passagem marítima. Dias depois, o canal foi novamente fechado após os EUA recusarem um pedido iraniano para suspender o bloqueio naval mantido na entrada da rota.

As bolsas internacionais encerraram a sessão de quinta-feira sem direção única, refletindo a cautela com a guerra no Oriente Médio e resultados mistos no setor de tecnologia. Em Wall Street, preocupações sobre os impactos da inteligência artificial em empresas de software também pesaram: o Dow Jones caiu 0,32%, o S&P 500 recuou 0,57% e o Nasdaq perdeu 0,87%.

Na Europa, o STOXX 600 avançou 0,12%, aos 614,63 pontos. Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, caiu 0,19%, aos 10.457,01 pontos; o DAX, de Frankfurt, recuou 0,16%, aos 24.155,45 pontos; e o CAC 40, de Paris, subiu 0,87%, para 8.227,32 pontos.

Na Ásia, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,95%, para 25.915 pontos. Em Xangai, o SSEC recuou 0,32%, aos 4.093 pontos, e o CSI300 cedeu 0,28%, aos 4.786 pontos. Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,75%, aos 59.140 pontos, enquanto em Seul o Kospi avançou 0,90%, para 6.475 pontos.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair.

Foto: André Paixão/G1

Fonte: G1

Fonte: G1

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